O Tanque de Guerra (Der Tiger – 2025)
Frente oriental, 1943. A equipe de um tanque alemão Tiger, comandada por Philip Gerkens (David Schütter), é enviada numa missão perigosa além das linhas de frente ferozmente disputadas. Ao cruzarem essa letal terra de ninguém, eles precisam encarar o inimigo e seus próprios demônios internos.
Quando descobri que o diretor alemão Dennis Gansel estava na equação, tive a certeza de que este não seria o típico filme de guerra atual. O público brasileiro pode não lembrar, mas ele foi o responsável pelo excelente “A Onda” (2008), um dos melhores trabalhos já feitos sobre o fascinante tema dos experimentos comportamentais, abordando as engrenagens da engenharia social, inspirado em um caso real.
Ele utiliza as convenções do gênero desta feita como veículo para transmitir uma forte mensagem, extremamente atual (no contexto mundial dos últimos cinco anos), sobre a terrível e inescapável “colheita” que ocorre quando a luz da verdade atravessa a nuvem da enganação, um alerta importante sobre o perigo de quem obedece cegamente ordens sem julgamento moral ou reflexão crítica, negando infantilmente a responsabilidade por trás da consequência direta de seus atos, em suma, a banalidade doentia do mal como analisada pela filósofa Hannah Arendt.
A jornada claustrofóbica dos personagens dentro do tanque, uma eficiente construção de clima que remete ao clássico “O Barco – Inferno no Mar” (1981), de Wolfgang Petersen, representa na inteligente proposta onírica do roteiro uma literal descida ao inferno das consciências culpadas, elemento que é captado engenhosamente na direção de arte, na forma como a arriscada área desprotegida a ser desbravada é iluminada, no senso etéreo que envolve o terreno desconhecido.
É provável que o desfecho incomode quem não percebe logo na primeira sequência o tom da história, levando em conta o baixo nível cognitivo dominante nos tempos modernos, mas a coragem da obra neste sentido é, por si só, louvável.
Cotação:
Trailer:
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