Críticas

Dica do DTC – “O Direito de Viver”, com MARCELINE DAY

No “Dica do DTC”, a nova seção do “Devo Tudo ao Cinema”, a intenção não é entregar uma longa análise crítica, algo que toma bastante tempo, mas sim, uma espécie de drops cultural, estimulando o seu garimpo (lembrando que só serão abordados filmes que você encontra com facilidade em DVD, streaming ou na internet). O formato permite que mais material seja produzido, já que os textos são curtos e despretensiosos.

***

O Direito de Viver (That Model From Paris – 1926)

Jane Miller (Marceline Day) é uma secretária tímida que usa óculos e roupas sem graça. Um gerente de uma casa de moda, desesperado pela ausência da modelo francesa principal, decide transformar Jane com um novo visual e fazê-la passar por uma “modelo francesa de Paris” famosa para um desfile de moda importante. 

A adorável Marceline Day é uma estrela do cinema mudo que infelizmente foi esquecida, bela e carismática, participou de grandes filmes, como “O Homem das Novidades” (1928), em que contracenava com o lendário Buster Keaton, mas na pérola “O Direito de Viver”, do diretor Louis J. Gasnier, a trama leve, que remete aos trabalhos que o mestre Ernst Lubitsch entregava na época, faz brilhar as suas melhores qualidades.

Produzido pela Tiffany Pictures, estúdio que se caracterizava pelo orçamento reduzido, o filme se beneficiou do necessário aspecto despretensioso da proposta, o elemento cômico no roteiro da Frederica Sagor Maas não é sofisticado, logo, há mais liberdade para o elenco brincar nas cenas. O resultado não é pobre, simplório, o senso de ritmo é acima da média, ele é até mais atrativo para o público moderno do que a maioria das comédias do mesmo período.

Eu destaco a hilária sequência no restaurante, em que a farsa da jovem é testada ao máximo, com um excelente desfecho.

  • Você encontra o filme garimpando na internet.

Octavio Caruso

Viva você também este sonho...

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