Pressão (Pressure – 2026)
A trama acompanha a escolha brutal e impossível do general Dwight D. Eisenhower (Brendan Fraser) e do capitão James Stagg (Andrew Scott). Nas tensas 72 horas que antecedem o Dia D, todas as peças do quebra-cabeça estão alinhadas e prontas para ação, com exceção de um elemento crucial: o clima na ilha britânica. Enquanto o chefe das previsões meteorológicas das forças britânicas James Stagg é chamado para fornecer o cálculo mais importante da história, o comandante Eisenhower é assombrado pelo ensaio desastroso do plano de ataque e pelo peso de ser o único com a palavra final. Apenas poucas horas separam o destino da maior missão marítima de guerra e a previsão errada pode devastar os planos da invasão, arriscando que a inteligência militar alemã descubra tudo.
O projeto anterior do roteirista/diretor australiano Anthony Maras foi uma grata surpresa, o incrivelmente tenso “Atentado ao Hotel Taj Mahal” (2018), logo, a expectativa para este novo trabalho, levando em conta a temática e o conceito proposto, não poderia ser mais positiva.
Infelizmente, apesar do esforço do elenco, com destaque para a entrega inteligentemente sóbria de Andrew Scott (os diálogos entre ele e o Eisenhower de Brendan Fraser são o ponto alto), o ritmo nunca engata, há vários momentos que se arrastam sem justificativa e algumas decisões criativas que alteram fatos importantes e prejudicam a caracterização dos personagens históricos, forçando a mão numa caricatura simplista.
A origem teatral da obra, encenada em 2014, escrita por David Haig, pode explicar parte dos problemas estruturais. A história é instigante e teria potencial caso tivesse sido adaptada com “sangue nas veias” para a linguagem cinematográfica, expandindo literalmente o escopo, mas nada em sua execução insinua interesse neste sentido, tudo é morno, o desfecho é imperdoavelmente anticlimático.
“Pressão” não é um desastre completo, melhora consideravelmente no segundo ato, o resultado cabe perfeitamente na tela pequena de uma sessão caseira descompromissada.
Cotação:
Trailer:
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