No “Dica do DTC”, a nova seção do “Devo Tudo ao Cinema”, a intenção não é entregar uma longa análise crítica, algo que toma bastante tempo, mas sim, uma espécie de drops cultural, estimulando o seu garimpo (lembrando que só serão abordados filmes que você encontra com facilidade em DVD, streaming ou na internet). O formato permite que mais material seja produzido, já que os textos são curtos e despretensiosos.
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Polly of the Circus (1917)
Polly (Mae Marsh) nasceu no circo e ficou órfã quando sua mãe (Lillian Ward), uma trapezista, caiu dos cabos. Ela é criada pelo palhaço Toby (Harry LaPearl) e se torna uma destemida artista fazendo acrobacias a cavalo. Após sofrer um grave acidente na pista, ela é levada para se recuperar na casa de um pastor (Vernon Steele) local. Durante sua estadia de vários meses, Polly e o religioso se apaixonam, gerando grande fofoca entre os moradores da cidade.
Os cinéfilos dedicados terão interesse em assistir a esta pérola da era silenciosa por ser a primeira produção de Samuel Goldwyn após a fundação do estúdio Goldwyn Pictures (que, após a fusão com a Metro Pictures e a Louis B. Mayer Pictures, formaria a lendária MGM, Metro-Goldwyn-Mayer), mas ela também merece destaque por ser um dos melhores trabalhos da saudosa Mae Marsh (Mary Wayne Marsh) como protagonista, uma atriz que era muito querida pelos mestres D.W. Griffith e John Ford.
A obra, dirigida por Charles Thomas Horan, auxiliado por Edwin L. Hollywood, foi considerada perdida por décadas, até que foi encontrada uma cópia física preservada por um colecionador. Eu destaco o primeiro ato, que envolve várias cenas incríveis no circo, e os últimos vinte minutos, que entregam melodrama de altíssima qualidade. O tipo de material terno, nostálgico, que o público da época (preocupado com o desenvolvimento da Primeira Guerra Mundial) precisava para aliviar a mente por algumas horas.
É curioso constatar (e recomendo uma sessão dupla) que o resultado é muito superior à sua refilmagem falada, lançada em 1932, dirigida por Alfred Santell, com Marion Davis e Clark Gable.
Eu facilitei o seu garimpo cultural, selecionando os melhores filmes dentre aqueles títulos que entraram…
No “Dica do DTC”, a nova seção do “Devo Tudo ao Cinema”, a intenção não…
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Eu facilitei o seu garimpo cultural, selecionando os melhores filmes dentre aquelas pérolas que entraram…
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