Críticas

Dica do DTC – “Polly of the Circus”, com MAE MARSH

No “Dica do DTC”, a nova seção do “Devo Tudo ao Cinema”, a intenção não é entregar uma longa análise crítica, algo que toma bastante tempo, mas sim, uma espécie de drops cultural, estimulando o seu garimpo (lembrando que só serão abordados filmes que você encontra com facilidade em DVD, streaming ou na internet). O formato permite que mais material seja produzido, já que os textos são curtos e despretensiosos.

***

Polly of the Circus (1917)

Polly (Mae Marsh) nasceu no circo e ficou órfã quando sua mãe (Lillian Ward), uma trapezista, caiu dos cabos. Ela é criada pelo palhaço Toby (Harry LaPearl) e se torna uma destemida artista fazendo acrobacias a cavalo. Após sofrer um grave acidente na pista, ela é levada para se recuperar na casa de um pastor (Vernon Steele) local. Durante sua estadia de vários meses, Polly e o religioso se apaixonam, gerando grande fofoca entre os moradores da cidade.

A saudosa atriz Mae Marsh.

Os cinéfilos dedicados terão interesse em assistir a esta pérola da era silenciosa por ser a primeira produção de Samuel Goldwyn após a fundação do estúdio Goldwyn Pictures (que, após a fusão com a Metro Pictures e a Louis B. Mayer Pictures, formaria a lendária MGM, Metro-Goldwyn-Mayer), mas ela também merece destaque por ser um dos melhores trabalhos da saudosa Mae Marsh (Mary Wayne Marsh) como protagonista, uma atriz que era muito querida pelos mestres D.W. Griffith e John Ford.

A obra, dirigida por Charles Thomas Horan, auxiliado por Edwin L. Hollywood, foi considerada perdida por décadas, até que foi encontrada uma cópia física preservada por um colecionador. Eu destaco o primeiro ato, que envolve várias cenas incríveis no circo, e os últimos vinte minutos, que entregam melodrama de altíssima qualidade. O tipo de material terno, nostálgico, que o público da época (preocupado com o desenvolvimento da Primeira Guerra Mundial) precisava para aliviar a mente por algumas horas.

É curioso constatar (e recomendo uma sessão dupla) que o resultado é muito superior à sua refilmagem falada, lançada em 1932, dirigida por Alfred Santell, com Marion Davis e Clark Gable.

  • Você encontra o filme com facilidade garimpando na internet.

Octavio Caruso

Viva você também este sonho...

Recent Posts

PÉROLAS que ACABAM de entrar na PRIME VIDEO

Eu facilitei o seu garimpo cultural, selecionando os melhores filmes dentre aqueles títulos que entraram…

2 dias ago

Dica do DTC – “O Grande Momento”, de Roberto Santos

No “Dica do DTC”, a nova seção do “Devo Tudo ao Cinema”, a intenção não…

4 dias ago

Dica do DTC – “A Rosa de Ferro”, de Jean Rollin

No “Dica do DTC”, a nova seção do “Devo Tudo ao Cinema”, a intenção não…

6 dias ago

ÓTIMOS filmes que ACABAM de entrar na NETFLIX

Eu facilitei o seu garimpo cultural, selecionando os melhores filmes dentre aquelas pérolas que entraram…

7 dias ago

ÓTIMOS filmes que ACABAM de entrar na PRIME VIDEO

Eu facilitei o seu garimpo cultural, selecionando os melhores filmes dentre aqueles títulos que entraram…

7 dias ago

Crítica de “A Terra do Meu Pai”, de Paweł Pawlikowski

A Terra do Meu Pai (Fatherland - 2026) A trama acompanha a complexa relação entre…

1 semana ago