Críticas

“Comunhão”, de Alfred Sole

Comunhão (Alice, Sweet, Alice – 1976)

Menina é eliminada brutalmente durante a primeira comunhão na Igreja. As suspeitas recaem sobre sua irmã, com seu comportamento estranho. Com forte comentário social, este é um dos melhores slashers de todos os tempos.

Inspirado por Hitchcock e “Inverno de Sangue em Veneza”, de Nicolas Roeg, o roteirista/diretor Alfred Sole criou esta pequena pérola embrionária do slasher, dois anos antes do “Halloween” de Carpenter.

O roteiro, com os pés fincados nos gialli italianos, segue eficiente em revisão, com uma trama bastante original e com reviravoltas que não envelheceram sequer um dia! É uma pena que a participação breve de uma estreante Brooke Shields tenha desviado o foco do projeto, que, na temática da punição pelos pecados, foi o precursor de filmes como “Seven”.

Talvez o elemento mais bizarro seja a figura do vizinho de caráter distorcido, vivido pelo leão de chácara Alphonso DeNoble, que, na vida real, também ganhava uns trocados de viúvas em passeios noturnos por cemitérios vestido de padre, em suma, um trambiqueiro. É curioso como a obra critica os preconceitos estimulados pelos dogmas católicos, viés corajoso que merece ser destacado.

Trilha sonora composta por Stephen Lawrence:

Octavio Caruso

Viva você também este sonho...

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