A Cabeça Contra a Parede (La tête contre les murs – 1959)
François Gérane (Jean-Pierre Mocky) vive sem rumo e culpa o pai pelo falecimento da mãe. Para se livrar do filho problemático e herdar a fortuna da família, seu pai, Maître Gérane (Jean Galland), consegue interná-lo em uma instituição mental.
Georges Franju foi um dos maiores nomes da era de ouro do cinema francês, um dos fundadores da Cinemateca Francesa, “A Cabeça Contra a Parede” foi o seu primeiro trabalho de ficção, já exercitando suas inspirações surrealistas e expressionistas, elementos que ele exploraria melhor na obra seguinte, o excelente “Os Olhos Sem Rosto” (1960).
O tema escolhido neste primeiro esforço criativo evidencia a coragem do jovem cineasta, apontando o dedo para as engrenagens sombrias do sistema psiquiátrico.
François, vivido por Jean-Pierre Mocky, começa a enxergar que o senso de desespero no cotidiano dos pacientes é artificialmente controlado para beneficiar financeiramente a indústria farmacêutica, leia-se, os efeitos do “remédio” causam mais sofrimento do que a alegada insanidade de cada indivíduo. As práticas discutíveis da figura de suprema autoridade, o Dr. Varmont, vivido por Pierre Brasseur, apenas reforçam a lógica distorcida do local.
Vale destacar a presença do saudoso Charles Aznavour, vivendo um paciente com epilepsia, que encontra força em François para tentar fugir daquele teatro cruel. Outra presença que abrilhanta a experiência é a da bela Anouk Aimée, que representa em sua simbologia a esperança de liberdade.
Trailer:
Trilha sonora composta pelo mestre Maurice Jarre:
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