Correspondente Estrangeiro (Foreign Correspondent – 1940)

A história de Johnny Jones (Joel McCrea), um correspondente de um jornal de Nova York que vai à Europa com um nome falso, para cobrir aquilo que seria um inevitável começo da Segunda Guerra Mundial. Durante um turno de trabalho, presencia a eliminação de um diplomata holandês. Tudo se complica quando ele descobre que quem faleceu na verdade não foi o diplomata, e sim um sósia, e que na verdade ele fora sequestrado por agentes que desejam um segredo seu.

O filme que Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista, considerou: “uma obra-prima da propaganda”, normalmente esquecido pelos jovens fãs que Hitchcock acumulou ao longo das últimas décadas, mas que se mantém firme e resiste ao teste do tempo, mesmo sendo claramente um produto das paranoias de seu tempo.

Após um início esquisito na América com o premiado “Rebecca”, em que era inegável perceber que muito pouco do diretor estava presente na obra, parecia que o inglês aceitaria as imposições do estúdio americano e acabaria perdendo sua identidade, mas este segundo esforço provou-se um teste de resistência para o realizador. O produtor Walter Wanger insistia em reescrever o roteiro, enquanto as filmagens estavam sendo realizadas. Algo inconcebível para o diretor, que respeitava demais seu próprio talento e não aceitaria ser um reles peão na indústria.

Eu destaco duas sequências, que coloco entre as melhores da filmografia do cineasta: a eliminação na chuva e o bombardeio de um avião. “Correspondente Estrangeiro” merece constar entre os grandes do mestre do suspense.

  • Você encontra o filme em DVD e, claro, garimpando na internet.

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Viva você também este sonho...

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