Saulo e a maquiagem de Cornelius preparada para ele pelo maquiador Bill Blake.

Em mais uma entrevista exclusiva para o “Devo Tudo ao Cinema”, converso com o amigo Saulo Adami, com quem compartilho a paixão pela franquia “O Planeta dos Macacos”. Ele está lançando o livro: “Homem Não Entende Nada! Arquivos Secretos do Planeta dos Macacos”, que reúne os conteúdos de seus três livros anteriores sobre o tema, incluindo mais de 200 páginas com informações inéditas.

b2ed2e87 c9ef 4fc8 aa57 5a118036256e - Entrevista com Saulo Adami, autor do livro: "Homem Não Entende Nada! Arquivos Secretos do Planeta dos Macacos"
Saulo no lançamento do seu livro nas Livrarias Curitiba (PR).

O – Saulo, você dedicou quase quarenta anos em pesquisas, não se
trata apenas de um carinho pelo legado de Pierre Boule, imagino que haja uma
relação que vai além do garimpo de um pesquisador, como o livro e os filmes te
impactaram emocionalmente, como foi o seu primeiro encontro com eles? Isso tem
relação direta com a forma como enxergo o cinema, como uma maneira de
decodificar a vida. O que essas obras significam pra você?

S – “O Planeta dos Macacos” é meu projeto de arqueologia
cinematográfica vitalício. Há 40 anos frequento a caverna descoberta pelo Dr.
Cornelius. Escavo em busca de vestígios do passado e provas de que este
universo continua vivo no presente desde 1975, quando eu tinha 10 anos de idade.
A princípio, como um menino curioso para entender o que seus atores favoritos
(Roddy McDowall, Charlton Heston e Kim Hunter, não necessariamente nesta
ordem!), seu diretor favorito (Franklin J. Schaffner) e seu músico favorito
(Jerry Goldsmith) estavam fazendo juntos em um mesmo filme. Depois, como fã do filme
que me causou grande impacto, não apenas pela trama (a Terra de ponta-cabeça),
mas por sua maquiagem, cenário, figurino… Que tipo de planeta era aquele?
Quem teve a ideia de criar sua ambientação, quem escreveu o roteiro…? Sempre
assisti este filme com o olhar de quem quer aprender mais alguma coisa, seja
através das tiradas filosóficas ou através do olhar de um escavador de
informações. Quem são os extras que aparecem naquela cena arriscada? Charlton
Heston estava ali ou foi substituído por seu dublê? Por quem foi criada e como
era aplicada a maquiagem dos macacos? Estes filmes – e seus derivados – são
minha própria vida de escritor, pesquisador e fã. Não dá para separar um do
outro. Nem quero!

O – Você se correspondeu durante muitos anos com a atriz Kim
Hunter, eterna e querida Dra. Zira, minha personagem favorita na franquia. Como
era pra ela ter um escritor brasileiro, após tantos anos, valorizando esse
legado? Ela demonstrava surpresa pelo encantamento dos brasileiros com os
filmes? Discorra sobre essa experiência.

S – Kim Hunter foi uma bênção na minha vida. Um privilégio
conhecer – embora apenas por correspondências, de 1997 até sua morte, em 2001 –
e entrevistar minha atriz preferida. Consegui seu endereço via internet, e
enviei para sua casa, em New York City, um exemplar do meu livro, pedindo que
me enviasse em troca, se possível, uma carta, uma fotografia autografada, para
que eu pudesse saber se ela realmente o havia recebido. Algumas semanas depois,
recebi um envelope com quatro fotografias autografadas. Nada de carta, nem
bilhete. Imagine!” Receber em casa fotografias autografadas por sua atriz
preferida, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por “Uma Rua Chamada
Pecado” (1951)! Eu também ganhei meu Oscar, naquele dia! Acredito que ela tenha
se divertido bastante com a nossa “convivência postal”. Teve momentos em que se
aborreceu porque, de tanto que gostava dela e do seu trabalho, enviei para sua
casa itens como filmes, recortes de jornais… Em troca, recebi várias
fotografias autografadas, respostas a diversas pequenas entrevistas para tirar
dúvidas que eu ainda tinha sobre os filmes Apes. Nos divertimos trocando
informações sobre o seu trabalho de bastidores em “O Planeta dos Macacos”
(1968), “De Volta ao Planeta dos Macacos” (1970) e “Fuga do Planeta dos
Macacos” (1971). Sempre amável, enviava cartões de Natal, e um dia mencionou
ter assistido e gostado do filme “Central do Brasil” (1999), estrelado por
Fernanda Montenegro, e que concorreu a dois Oscar: melhor filme estrangeiro e melhor atriz.
Pouco antes de sua morte, recebi sua última carta. Ela falava sobre a perda do
marido Bob Emmett, também ligado a cinema e teatro, e dos aborrecimentos que estava
vivendo em função da sua morte. Recebeu e fez comentários sobre meu livro “O
único humano bom é aquele que está morto!” e meu fãzine “Century City News”
(1985-2000), que trouxe várias matérias e entrevistas com ela e outras
personalidades ligadas a “O Planeta dos Macacos”. Logo após que suas cartas
pararam de chegar, foi anunciada a morte de Kim Hunter. Mas, a Dra. Zira
continua aqui, viva entre nós, assim como a memória de sua intérprete.

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Fotografia autografada pela atriz Kim Hunter.

O – No livro, o astronauta voltava ao planeta Terra ao
final, após várias aventuras. Já no filme, numa inteligente mudança no roteiro,
descobre-se que aquele planeta dominado por macacos era a própria Terra, após
os humanos a destruírem com suas guerras nucleares. Como você enxerga essa
modificação, no que tange o aspecto da crítica social que foi potencializada na
adaptação cinematográfica? Você acredita que essa mudança, simbolizada pela
poderosa cena final do filme original, foi fundamental para o sucesso do filme
e, por conseguinte, para que a indústria até hoje lucre com a ideia?

S – A cena da Estátua da Liberdade não existiria no filme “O
Planeta dos Macacos” (1968) se o produtor Arthur P. Jacobs e o diretor Blake
Edwards – cogitado para dirigir o filme para a Warner Brothers no início da
década de 1960 – não tivessem saído para um cafezinho. Na lanchonete que eles
frequentaram, havia na parede um pôster com a Estátua da Liberdade… Foi aí
que tudo começou. Ou terminou! Eu gosto do livro do Pierre Boulle, mas prefiro
o filme. Não conheço todas as obras do Boulle, mas sei que ele não acreditava
que o livro pudesse vir a fazer tanto sucesso. Sabe aquelas histórias que um
escritor escreve mais para se manter ocupado do que propriamente para se
expressar? Pois é, acho que assim estava se sentindo o escritor, ele queria
dizer umas “verdades” para a humanidade, e aproveitou para se divertir. Na
minha opinião, conseguiu! Aliás, ele jamais acreditou que “La Planéte des
Singes” (1963) pudesse ser transformado em filme. Tanto é verdade que ao vender
os direitos de filmagem para Arthur P. Jacobs, Boulle deixou bem clara sua
opinião: “Vocês jamais farão deste livro um filme. Ele é infilmável”. Ao que
Jacobs deve ter respondido: “Pois então, me aguarde, senhor escritor, em breve
terei notícias!”. O sucesso do filme, no entanto, é o resultado da soma de
muitas coisas, desde o roteiro até a criação da maquiagem, desde a construção
da cidade cenográfica até a ambientação, desde o desenho do figurino até a
música, que é espetacular. Aliás, o filme foi indicado aos Oscar de melhor
figurino (Morton Haack) e melhor música (Jerry Goldsmith). Não posso afirmar se
o filme teria o mesmo sucesso, caso tivessem optado por filmar a história que
Boulle escreveu. Mas, de qualquer modo, “O Planeta dos Macacos” estava
predestinado ao sucesso ou não teria acontecido tudo o que aconteceu, e hoje
não estaríamos aqui conversando sobre isso.

O – Por falar nisso, como você avalia os novos filmes? Em
minha crítica para “A Origem”, saliento que não gostei do roteiro,
dependente demais da auto-referência. E os novos são o reflexo dessa nova
mentalidade mercadológica, onde os roteiros são escritos pensando no público
que compra ingresso hoje, o adolescente. Na época dos originais, especialmente
os três primeiros, o público-alvo era o adulto. Eu não imagino, por exemplo,
uma sequência forte como a do assassinato de Zira e Cornelius em “A
Fuga…”, naquele tom pesado, em um dos novos. Como você analisa, em
comparação, os antigos e esses novos?

S – “Planeta dos Macacos: A Origem” não nasceu para ser um filme
“Planeta dos Macacos”. Os roteiristas vinham guardando recortes sobre
experiências com símios em laboratório havia um bom tempo. Cada notícia de
jornal ou revista era recortada e guardada, enquanto buscavam um caminho para
escrever o roteiro para cinema ou TV. Um dia, sem um “tema da vez”, abriram a
gaveta e reencontraram os recortes, começando a desenvolver uma trama. E a
trama “se transformou” em “Planeta dos Macacos: A Origem”. Quando visitaram a
Twentieth Century-Fox Film Corporation, propuseram escrever o filme e receberam
sinal verde para dar continuidade ao projeto, foram para casa e começaram a
fazer homenagens – até em excesso, na minha opinião! – aos filmes da Ape Saga.
De onde se conclui que a princípio não havia intenção de criar nenhuma nova
série, apenas produzir “um novo filme”. O filme foi para as telas, a audiência
e a bilheteria surpreenderam, e não parava de entrar dinheiro no caixa da Fox!
Ah, isso deixa qualquer produtor inspirado! E começou tudo de novo: sequência
requerida, roteiristas se estrebuchando em cima de ideias antigas e novas,
público de todas as idades pedindo mais, produtos de merchandise subindo pelas
prateleiras… “O Planeta dos Macacos” reviveu, para a alegria de todos nós,
fãs e estudiosos. Mas, fazer comparações, não! A Ape Saga é a Ape Saga, ponto.
As séries de TV são as séries de TV, ponto. O filme do Tim Burton é um filme de
Tim Burton, ponto. A nova série do cinema é uma outra história! Hoje, atores
não usam maquiagem de macacos, nem são vistos como “macacos” enquanto atuam. A
maior parte das cenas são interpretadas diante de gigantescos fundos em azul ou
verde… Hoje, nem Hollywood nem “O Planeta dos Macacos” é o mesmo. Não perco
meu tempo fazendo comparações, nem tentando encaixar em uma mesma “cronologia
histórica” a Ape Saga, as séries de TV e os demais filmes. Isso é coisa para quem
tem pouca imaginação – ou para quem tem certeza de que conhece tudo a respeito
de tudo.

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Sessão de maquiagem de Saulo por Bill Blake. Los Angeles, CA. 1999. Fotografia de Jeff Krueger.

O – Tenho um carinho especial por “Fuga…” e
“Conquista…”, talvez por terem sido os filmes na franquia que eu
mais revia quando adolescente, gravados da televisão. Qual é sua análise desses
filmes, levando em conta a dificuldade que os produtores tiveram de reverter
aquele final apocalíptico do segundo, destruindo o sonho de Heston de enterrar
pra sempre a franquia (rs)?

S – Charlton Heston foi um dos atores da história do cinema que
mais ganhou dinheiro com um mesmo filme. “O Planeta dos Macacos” deu a ele um
cachê de US$ 250 mil, todas as suas despesas pagas durante o período de
produção e mais 10% sobre a arrecadação. Sabe o que significa isso? O filme
custou US$ 5,8 milhões e rendeu US$ 15 milhões nos Estados Unidos, US$ 30
milhões em toda a Terra, em 1968. Até final do século XX, rendeu US$ 100
milhões. É claro que nada mais interessava ao Heston quando o assunto era “O
Planeta dos Macacos”, seu futuro estava garantido, nem queria participar da
sequência “De Volta ao Planeta dos Macacos” (1970). Depois que concordou em estar
no filme, defendeu a ideia da explosão da Terra. Mas, não contava com a
criatividade do roteirista Paul Dehn, que criou as tramas de “Fuga do Planeta
dos Macacos” (1971) e “Conquista do Planeta dos Macacos” (1972), para a alegria
de Jacobs e dos executivos da Fox. Mas, não foi apenas Charlton Heston quem
dificultou a vida de Jacobs e a sobrevivência dos macacos da Ape Saga. A Fox
também jogou duro na questão orçamento: a cada filme, mais cortes de orçamento.
Para se ter uma ideia, “A Batalha do Planeta dos Macacos” (1973) foi produzido
com pouco mais de US$ 1,7 milhão.

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Cena de “A Conquista do Planeta dos Macacos”.

O – Compartilhe com meus leitores as situações mais
interessantesertidas/emocionantes nesses 40 anos dedicados à pesquisa
dos livros. Tem algum momento que você guarda como o mais especial?

S – São várias histórias e memórias que compõem este mosaico.
Quarenta anos é bastante tempo. Prefiro lembrar apenas os momentos mais
emocionantes. Viajar a Los Angeles em 1998 e 1999 para conhecer Ron Harper,
John Chambers, Booth Colman, Linda Harrison, Natalie Trundy, Bill Blake, Don
Pedro Colley, Buck Kartalian, William Smith, Lee Delano; poder abraçar meu
amigo e colaborador Jeff Krueger e ser hospedado em sua casa, em Anaheim, CA, e
ir com ela e Natalie Trundy pesquisar os arquivos de Arthur P. Jacobs. Passar
pela sessão de maquiagem pelas mãos de Bill Blake, usando figurinos originais
de Roddy McDowall. Autografar meus livros sobre os bastidores e segredos destes
filmes e séries de TV. Quarenta anos depois de ter escrito a primeira linha
como resultado das minhas pesquisas, ainda despertar o interesse de
jornalistas, fãs e estudiosos deste tema, responder às suas perguntas e
colaborar com outras obras e projetos que visam preservar e divulgar a memória
destas produções. E, ao final de tudo isso, poder olhar nos teus olhos e
afirmar: “Estou apenas começando”!

O – Talvez eu consiga encontrar em você um colega defensor
de “A Batalha…”, um encerramento de baixo orçamento, cheio de
problemas compreensíveis, mas com alma, coerente ao que havia sido estabelecido
nos filmes anteriores. Além de ter John Huston, vivendo o Legislador, o filme
tem uma boa trilha sonora composta pelo Leonard Rosenman (lançada pelo selo
FSM, lá fora). Você gosta do filme? Fique à vontade para defendê-lo.

S – Eu gosto das sequências de “O Planeta dos Macacos” (1968).
Depois do original, meu favorito é “Conquista do Planeta dos Macacos”, e na
minha opinião o mais fraco de todos é “A Batalha do Planeta dos Macacos”. O
filme, na verdade, preparou terreno para o lançamento da série de TV “Planeta
dos Macacos” (1974), onde, assim como em “A Batalha…”, os humanos falam, os
macacos vivem mais primitivamente ainda, e tecnologia ainda é vista em cena. A
trilha do Rosenman é ótima; aliás, a Ape Saga só teve boas trilhas. Este último
episódio também tem o mérito de reunir um elenco de primeira, contando
inclusive com John Huston, que topou fazer o Legislador para arrecadar uns
dólares a mais para apostar nas corridas de cavalo.

O – Parafraseando o astronauta Taylor: “O homem, esta
maravilha do universo, este glorioso paradoxo que me enviou às estrelas,
continua guerreando contra seus irmãos? Continua deixando os filhos de seus
vizinhos perecerem pela fome?”. A profundidade desse trecho do filme
original comprova a força filosófica inerente ao projeto. Claro que a imagem
dos macacos falantes em cavalos ajudou na “Macacomania” que tomou de
assalto o mundo, inclusive o Brasil (programas como “Planeta dos
Homens”, por exemplo), mas, pra você, qual foi o elemento essencial no
filme original que cativou o público? E, complementando, analisando a sociedade
de consumo tão menos corajosa de hoje (simbolizada pelos roteiros mais
infantilizados dos novos), o que você acha que fez com que involuíssemos
enquanto cinéfilos?

S – Praticamente todas as frases célebres dos filmes da Ape Saga
foram citadas nesta entrevista. Mas, temos outras. Dezenas. “Era para isso que
o homem queria petróleo, para matar peixe?”, pergunta a Dra. Zira (Kim Hunter)
ao Cornelius (Roddy McDowall) em “Fuga do Planeta dos Macacos”. “Nós não
matamos nossos inimigos, fazemos com que nossos inimigos se matem uns aos
outros”, diz o mutante Negro em “De Volta ao Planeta dos Macacos” (1970),
botando Taylor (Charlton Heston) e Brent (James Franciscus) para lutar. “O
homem não é capaz de nada além da destruição!”, disse o Dr. Zaius (Maurice
Evans), antes de Taylor detonar a bomba atômica. A Ape Saga colocou em cena
personagens símios que falam e agem como seres humanos, somos nós diante do
espelho. Este foi o pulo do gato – ou melhor, o golpe do macaco! – dos filmes,
e de certa forma foi levado para todos os outros formatos nos quais a ideia
original de Pierre Boulle foram transformados: filmes, séries de TV, histórias
em quadrinhos, outros livros… Sim, os roteiros de Rod Serling, Michael Wilson
e Paul Dehn são muito melhores do que os atuais. Se as tramas de hoje são
inferiores é porque não existe tanta gente talentosa quanto o Oscar nos quer
fazer acreditar – ou então os novos roteiristas da franquia não são tão
inventivos quanto os do passado o eram. Talvez por isso tenhamos tantos roteiros
fazendo “homenagem” ao invés de contar “uma história nova”.

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Filmagens em Zuma Beach, CA. Fotografia autografada por Linda Harrison em 1998.

O – O que você achou da versão feita por Tim Burton? Fique à
vontade pra analisar os pontos fortes e fracos da adaptação.

S – É um filme de Tim Burton: sombrio, pesado de humor duvidoso.
Roteiro fraco, infantil e confuso. A maior bobagem que já vi na tela do cinema
foi a estátua de Abraham Lincoln como a cara do general Thade. Um ator sem
carisma no papel do astronauta sem destaque, sem uma frase marcante em quase
duas horas de filme. Um maquiador presunçoso que transformou a personagem Ari
em uma caricatura de Michael Jackson. Um ponto forte? Dois pontos, então: 1)
ter arrecadado quatro vezes o que custou; 2) ter trazido de volta as discussões
em torno do futuro da franquia.

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O – Saulo, por gentileza, deixe uma mensagem final para
meus leitores, fãs da franquia como nós. E fique à vontade para divulgar tudo
relacionado ao livro.

S – É muito bom saber que há outras
pessoas interessadas por este tema que me fascina há 40 anos. Conhecer o
interesse de outras pessoas por uma série da qual a gente gosta é um estímulo
para que continuemos em frente. Que continuemos nos reunindo nas sessões de
autógrafos, nas salas de cinema, nos fãs clubes, na internet – hoje o grande
ponto de encontro de todas as tribos. Gostaria que todos tivessem acesso ao
livro “Homem não entende nada! Arquivos secretos do Planeta dos Macacos”
(Editora Estronho, 2015), que em suas 612 páginas comporta 40 anos de
pesquisas, uma declaração de amor aos filmes e profissionais que fazem parte da
nossa vida há tanto tempo, e os quais – apesar de anônimos ou desconhecidos –
nos parecem tão familiares. E fiquem atentos pois teremos muito mais boas-novas
em um curto espaço de tempo. E o melhor: sem precisar sair da Terra! Muito
obrigado!

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