Crítica de “Green Book – O Guia”, de Peter Farrelly

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Green Book – O Guia (Green Book – 2018)

Tony Lip (Viggo Mortensen), um dos maiores fanfarrões de Nova York, precisa de trabalho após sua discoteca fechar. Ele conhece um pianista (Mahershala Ali) que o convida para uma turnê. Enquanto os dois se chocam no início, um vínculo finalmente cresce à medida que eles viajam.

Os méritos do filme passam longe de sua estrutura, fortemente alicerçada nos clichês já trabalhados (com mais refinamento) em produções tematicamente similares, com aquela pegada calculada para a temporada de premiações. O carisma e a competência da dupla de protagonistas compensam os problemas no roteiro, resultando em uma experiência emocionalmente satisfatória, mas que enfraquece em revisões.

O diretor, acostumado com tramas leves, não encontra dificuldade em suprir a jornada narrativa com situações que, de maneira rasa, evidenciam o contraste entre os dois tipos, o grosseirão leão de chácara e o elegante pianista. Não há interesse em explorar com profundidade a questão do racismo, os diálogos são tímidos para os padrões atuais da indústria, opção confortável e mercadologicamente esperta, já que torna o produto palatável até mesmo para preconceituosos enrustidos. Só que, ao trilhar o caminho mais inofensivo, minimiza absurdamente o impacto da mensagem.

A excessivamente longa duração prejudica ainda mais a imersão, enfatizando o desenvolvimento precário dos personagens. Quando confrontado, por exemplo, com “Infiltrado na Klan”, lançado no mesmo ano, parece uma produção televisiva da década de 90.

Cotação: STAR 25 zpsd96272f8 - Crítica de "Green Book - O Guia", de Peter Farrelly

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Octavio Caruso
Viva você também este sonho...

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