Críticas

“Vampirella”, de Jim Wynorski, com TALISA SOTO

Vampirella (1996)

Uma vampira sedutora do planeta Drakulon chega à Terra para vingar a morte de seu pai pelas mãos de Vlad, um vampiro cruel. Vampirella deverá fazer uma aliança com Adam Van Helsing para localizar e enfrentar o seu inimigo.

Ah, doce Vampirella, personagem criada nos quadrinhos por Forrest J. Ackerman e Trina Robbins, uma das musas mais queridas da minha pré-adolescência, vivida no filme pela belíssima Talisa Soto, a Gal Gadot da década de 90, que eu já admirava como a Bond Girl de “007 – Permissão Para Matar”, a Doña Julia de “Don Juan DeMarco” e a princesa ninja Kitana, de “Mortal Kombat”.

No roteiro, a primeira pessoa que ela salva é um jovem nerd de óculos que a leva para seu quarto cheio de cartazes de filmes na parede, com direito até a beijo na boca de despedida, sim, inegável, rolou uma forte identificação que me fez fazer vista grossa para todos os problemas desta produção de irrisório orçamento e muitos (d)efeitos especiais. Outro detalhe bacana que vale destacar é a ponta de luxo do carismático diretor John Landis, de “Um Lobisomem Americano em Londres”, como um dos astronautas que encontram a jovem anti-heroína seminua em Marte.

Houve uma tentativa da indústria de lançar a personagem no cinema na década de 70, mas foi somente em meados da década de 90, com ajuda do produtor Roger Corman, que “Vampirella” finalmente estreou na tela pequena, aproveitando o boom do mercado de home video.

Levando em conta que a direção ficou sob responsabilidade do incompetente Jim Wynorski, de bombas como “Sorceress” e “Deathstalker 2”, até que o produto final não é tão desastroso, cumpre bem sua função, auxiliado pela presença marcante de Roger Daltrey, vocalista da banda “The Who”, exageradíssimo como o vilão Vlad.

  • Você encontra o filme facilmente garimpando na internet.
Octavio Caruso

Viva você também este sonho...

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