Amor Voraz (1984)

Anna (Vera Fischer) sofre de distúrbios psicológicos e Clea (Lucinha Lins), sua amiga desde a infância, cuida de seu tratamento. Em busca de melhores resultados para o tratamento, elas decidem retornar ao lugar onde passaram a infância – em um casa de campo.

Vera Fischer, uma das musas do cinema brasileiro, normalmente é lembrada por suas participações em pornochanchadas, como a divertida “A Super Fêmea” (1973), de Aníbal Massaini Neto, mas ela também ousou sair de sua zona de conforto, como nesta pérola do grande Walter Hugo Khouri, que flerta com a ficção científica, com pitadas de David Lynch, “Persona”, de Bergman, e do “Teorema”, de Pasolini, um tom melancólico brutal, reforçado na trilha sonora composta por Rogério Duprat, que surpreende o espectador casual.

No momento em que Clea abandona a casa, Anna passa a ver um enigmático homem (Marcelo Picchi), com quem se comunica por telepatia. Tudo começa a ficar ainda mais estranho quando a jovem defende que ele é um alienígena, posicionamento que é encarado logo como reação ao tratamento alternativo sugerido por Clea, sem utilização de remédios prescritos. Ao se ver cada vez mais atraída por ele, a capacidade de entendimento entre os dois vai se deteriorando.

O ritmo é lento, a fotografia é escura, mas a qualidade dos diálogos e o mistério, que insinua algo transcendental, prendem a atenção.

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