No “Dica do DTC”, a nova seção do “Devo Tudo ao Cinema”, a intenção não é entregar uma longa análise crítica, algo que toma bastante tempo, mas sim, uma espécie de drops cultural, estimulando o seu garimpo (lembrando que só serão abordados filmes que você encontra com facilidade em DVD, streaming ou na internet). O formato permite que mais material seja produzido, já que os textos são curtos e despretensiosos.

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Correntes Ocultas (Undercurrent – 1946)

Ann (Katharine Hepburn), filha do professor Hamilton (Edmund Gwenn), se apaixona por Alan Garroway (Robert Taylor), um inventor em ascensão. Ela vai morar com ele em Washington, onde descobre que este homem irrepreensível esconde um passado misterioso.

O segundo esforço do diretor Vincente Minnelli fora da sua zona de conforto, os musicais, foi praticamente esquecido no decorrer do tempo, apesar de ser tão bom quanto o primeiro, o belo “O Ponteiro da Saudade”. O roteiro de Edward Chodorov é defendido por medalhões como Katharine Hepburn, Robert Taylor e Robert Mitchum, com o auxílio precioso da fotografia expressionista de Karl Freund dando o necessário tom psicologicamente sombrio deste noir que, em seu primeiro ato, pode enganar com sua aura melodramática.

O trabalho remete à pérola “À Meia-Luz” (as duas versões, 1940 e 1944), com Minnelli extraindo de Robert Taylor uma de suas atuações mais inspiradas, em um papel que subvertia sua persona, um desafio para o ator que retornava ao cinema após ter servido como instrutor na divisão aérea da Marinha durante a Segunda Guerra Mundial.

  • Você encontra facilmente o filme garimpando na internet.

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Viva você também este sonho...

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