Marty Supreme (2025)

Cinebiografia de Marty Reisman (Timothée Chalamet), que passou de traficante a campeão de tênis de mesa, conquistando, aos 67 anos, o título de atleta mais velho a vencer um campeonato nacional do esporte.

Benny e Josh Safdie entregaram anos atrás o excelente “Joias Brutas” (2019), explorando em variados níveis a doentia mente caótica e autodestrutiva dos jogadores inveterados, o resultado evidenciava o estilo frenético que incomodou boa parte do público.

Os dois encerraram a parceria profissional, e, agora, Josh, o irmão com o temperamento mais problemático, acaba de lançar seu novo projeto, afinado no mesmo diapasão tenso de seu longa anterior, mas absurdamente inferior em todos os sentidos.

LEIA MINHA CRÍTICA DE “JOIAS BRUTAS” (2019) CLICANDO AQUI.

devotudoaocinema.com.br - Crítica de "Marty Supreme", de Josh Safdie

O que está realmente acontecendo na indústria norte-americana? O sistema está incentivando qualquer figura pública que fale mal do próprio país, iluminam com prêmios (artificializando o mérito), dando espaço na mídia aos que prometem proporcionar um espetáculo de autossabotagem aos olhos do mundo, no esforço de destruir os alicerces culturais que ajudaram a estabelecer a imagem do “sonho americano” por décadas.

É uma estratégia puramente política, reduziram a sétima arte a um joguete rasteiro de engenharia social. Trocando em miúdos, os titereiros do caos estão financiando lá fora o que o cinema brasileiro sempre fez por aqui sem incentivo algum, utilizando roteiros como ferramenta para celebrar todo tipo de baixaria, inversão de valores, destruindo “de dentro para fora” o espírito do povo, demonizando a lucidez, tratando canalhas e pessoas desprezíveis em cinebiografias como heróis, enquanto jogam no esquecimento os grandes caracteres e “desconstroem” em projetos humilhantes figuras valorosas.

Você acompanha em “Marty Supreme”, durante longas e injustificáveis duas horas e trinta minutos, a insuportável jornada de um protagonista abjeto, com a personalidade de um rato e um caráter detestável. Não há nada em sua construção que prenda a atenção ou facilite a imersão emocional do público. A trama se encaminha dolorosamente para o grande torneio, mas a pergunta que fica é: quem se importa?

devotudoaocinema.com.br - Crítica de "Marty Supreme", de Josh Safdie

É compreensível que até mesmo a família do “homenageado” esteja se posicionando contundentemente contra a obra, ofendidos pela forma como Marty, falecido em 2012, foi retratado no roteiro. Ele é apenas um peão no tabuleiro, uma desculpa utilizada para construir mais um panfleto que busca humilhar o símbolo que enxergam como oponente na reorganização do mundo rumo ao totalitarismo absoluto.

Aos que amam e respeitam o cinema, fica apenas a sensação ao final de que fomos novamente ludibriados, parece não haver mais interesse em histórias bem contadas, os fios da manipulação são visíveis, não há um mínimo aspecto que recompense o espectador na experiência, os diálogos são fracos, o desenvolvimento é inexpressivo, Timothée Chalamet faz o que pode, o esforço é inegável, mas a baixa qualidade do material não ajudaria nem mesmo o saudoso Laurence Olivier.

O único ponto que se mostra competente é o design de produção, do veterano Jack Fisk, que garante uma cobertura muito elegante para tentar disfarçar o sabor horroroso deste bolo estragado.

Cotação: devotudoaocinema.com.br - Crítica de "Marty Supreme", de Josh Safdie

  • O filme está sendo exibido nas salas de cinema brasileiras.

Trailer:



Viva você também este sonho...

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