No “Dica do DTC”, a nova seção do “Devo Tudo ao Cinema”, a intenção não é entregar uma longa análise crítica, algo que toma bastante tempo, mas sim, uma espécie de drops cultural, estimulando o seu garimpo (lembrando que só serão abordados filmes que você encontra com facilidade em DVD, streaming ou na internet). O formato permite que mais material seja produzido, já que os textos são curtos e despretensiosos.

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Acompáñame (1966)

Eduvigis (Amalia de Isaura) é uma senhora idosa que vive em Madrid e traz azar a todos que olha através dos óculos que seu falecido marido lhe deu, feitos de cristais de uma tumba egípcia. Para conseguir vender uma casa herdada, ela precisa viajar até as Ilhas Canárias. Uma jovem (Rocío Dúrcal) estudante de paleontologia é contratada para acompanhar a mulher na jornada.

Este foi o último grande trabalho do injustamente esquecido diretor ítalo-argentino Luis César Amadori, de pérolas como “Deus Lhe Pague” (1948) e “La Violetera” (1958). Um simpático veículo musical para a bela espanhola Rocío Dúrcal e para Enrique Guzmán.

Ele, nascido na Venezuela, ajudou a levar o rock ‘n’ roll para o México, gravando versões de canções do repertório de Elvis Presley. Ela, que ganharia o Grammy Latino de Excelência Musical em 2005, um ano antes de falecer, começou sua carreira na década de 60 encantando a garotada com sua voz no cinema. Uma curiosidade, Rocío gravou em 1991 com Roberto Carlos a versão em espanhol da canção “Se Você Quer”, fez um sucesso tremendo na época.

Amadori, experiente no gênero, sabia como poucos inserir as sequências musicais sem prejudicar o ritmo. A história é apenas uma leve desculpa para explorar o carisma da dupla.

  • Você encontra o filme com facilidade garimpando na internet.

Trecho do filme:

Bonito registro do reencontro dos dois, muitos anos depois, repetindo ao vivo o dueto:



Octavio Caruso
Viva você também este sonho...

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