Kung-Fu Fighting – “O Protetor” e “McQuade: O Lobo Solitário”

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    Links para os textos anteriores do especial:

    http://www.devotudoaocinema.com.br/2013/08/kung-fu-fighting-arrebentando-em-nova.html

    http://www.devotudoaocinema.com.br/2013/08/kung-fu-fighting-os-5-venenos-de.html

    http://www.devotudoaocinema.com.br/2013/08/kung-fu-fighting-street-fighter-e.html

    http://www.devotudoaocinema.com.br/2014/05/kung-fu-fighting-cinco-dedos-de.html

    O Protetor (Tom Yum Goong – 2005)

    Kham, um jovem lutador, precisa ir para a Austrália
    recuperar seu elefante roubado. Com a ajuda de um detetive, Khan tem que lutar
    contra todos, incluindo uma gang liderada por uma mulher maligna e seus dois
    guarda-costas mortais.

    O tailandês Tony Jaa surpreendeu o mundo das artes marciais
    com “Ong-Bak”, mas era uma produção muito fraca, onde apenas as coreografias
    das lutas chamavam realmente atenção. Um filme do gênero precisa oferecer algo
    a mais, mesmo que seja na forma de um melodrama sacarina e medianamente satisfatório,
    para que não fique parecendo apenas uma exibição de técnica por parte dos
    lutadores. O filme seguinte do diretor Prachya Pinkaew equilibraria melhor essa
    equação, com um resultado superior em todos os sentidos. O tema, que trabalha a
    ligação espiritual dos tailandeses com os elefantes, poderia ser um empecilho
    em outras culturas, mas o roteiro simplório se mantém focado na busca de um
    homem por seu amigo, um conceito universal.

    O mesmo coreógrafo do sucesso anterior, Panna Ritikrai,
    retorna com ambições maiores, construindo uma sequência impressionante com
    tomada única em tempo real, algo em torno de frenéticos quatro minutos, passada
    em um restaurante. Somente essa cena já validaria o projeto, mas ele ainda conta
    com, pelo menos, mais umas três excelentes cenas de ação, como aquela que
    mostra o herói quebrando os ossos de uma multidão de capangas. É um espetáculo
    de torções impecavelmente coreografado que dura por volta de quatro minutos. Jaa
    executa um combinado de Krabi krabong e Muay boran, que ele denominou Muay
    kodchasaa (boxe do elefante), um estilo que era totalmente desconhecido no
    Ocidente, o que explica o impacto de seus primeiros filmes nesse público. É
    impressionante ver o estrago que esse estilo faz, em uma cena num templo,
    contra três especialistas em Capoeira, Wrestling americano e Wushu.

    Lone Wolf McQuade 1983 0046 MasterNorris com - Kung-Fu Fighting - "O Protetor" e "McQuade: O Lobo Solitário"

    McQuade – O Lobo Solitário (Lone Wolf McQuade – 1983)

    Quando a vida de sua filha adolescente é ameaçada por
    sequestradores que estão tentando roubar um caminhão repleto de armas e
    munição, o assunto torna-se pessoal para McQuade.

    Chuck Norris criou uma persona exótica nas telas, misturando
    filmes de artes marciais com cópias genéricas de baixo orçamento dos projetos
    belicistas que foram o símbolo da era Reagan. “Invasão U.S.A.”, que considero o
    seu melhor no subgênero “exército de um homem só”, não é de artes marciais. Ele
    resolve tudo na bala, sem mover um músculo do rosto. Já seus projetos no
    gênero, com exceção óbvia de seu clássico confronto com Bruce Lee em “O Voo do
    Dragão”, variam entre o medíocre e o insuportável. Eu considero “McQuade”,
    dirigido por Steve Carver, o melhor de todos. O grande chamariz da produção era
    a batalha épica entre Norris e David Carradine, evento que a ótima trilha
    sonora pomposa de Francesco de Masi capta com inspiração clara nos duelos dos
    spaghetti westerns. Toda a trama que envolve esse desfecho é pura desculpa, não
    fica retida na memória. A ideia é elaborar o suspense minimamente necessário
    para que esses dois mitos do gênero, como gladiadores modernos, partam para a
    ignorância. A luta dura em torno de quatro minutos do puro Karatê de Norris
    contra um misto, mais cenográfico que eficiente, de Kung-Fu e Tai-Chi.

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    Octavio Caruso
    Viva você também este sonho...

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