Kung-Fu Fighting – “A Fúria do Dragão”

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    Link para os textos do especial:

    http://www.devotudoaocinema.com.br/p/kung-fu-fighting.html

    A Fúria do Dragão (Jing Wu Men – 1972)

    Quando Chen Zhen descobre que seu venerado mestre foi morto
    em circunstâncias misteriosas, decide viajar para Xangai, para participar do
    funeral, mas logo começa a investigar as causas da morte, deparando-se com uma
    intriga, envolvendo escolas de artes marciais, lutando violentamente até
    conseguir vingar-se dos assassinos.

    Considero essa produção da Golden Harvest o melhor trabalho
    de Bruce Lee, aquele que melhor transmite sua habilidade como ator e como
    artista marcial, com um roteiro correto e uma direção elegante de Lo Wei, além
    de um desfecho profundo em simbologia e que resume a essência de sua
    importância na história da Sétima Arte, a coragem de um jovem que seguiu seu
    sonho e, em pouco tempo, fez o mundo reverenciar seu talento. Seu personagem,
    baseado em Liu Zhensheng, principal aluno do tradicional herói chinês Huo
    Yuanjia, pressionado a se render às autoridades, diferente da atitude de seu
    personagem no anterior “O Dragão Chinês”, ele decide que irá sair de cena
    atacando sem medo, exatamente como viveu, coerente aos seus princípios até o
    fim. Como a letra da empolgante música-tema sublinha, assim que ocorre o freeze
    frame, aquela era a despedida de um herói que representava o renascimento dos
    conceitos ultrapassados de honra e cavalheirismo, algo muito próximo da
    filosofia do próprio Lee. Um momento emocionante com forte inspiração no
    desfecho clássico de “Butch Cassidy”, lançado alguns anos antes.

    O sucesso do projeto foi o responsável pelo despertar
    definitivo do Kung-Fu como fenômeno popular na América, que lucrou com o tema
    em diversos formatos, como na série de David Carradine, pensada inicialmente
    como um veículo para Lee. Até mesmo nos quadrinhos, com o personagem: “Mestre
    do Kung-Fu”, um dos motivos principais que me fazia correr até a banca para
    comprar o gibi “Superaventuras Marvel”. Nunca me esquecerei da sensação ao
    assistir pela primeira vez a cena, sem cortes, do confronto entre Lee e os estudantes na escola rival, um marco no gênero, que redefiniu a direção das
    coreografias de luta. A intensidade que ele conseguia transmitir ao estalar os
    ossos da mão, deixando transparecer que havia uma razão forte para que ele
    estivesse agindo daquela forma, aliada à agilidade de seus movimentos, criaram
    o mito. Muitos tentaram copiar, sem sucesso.

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    Octavio Caruso
    Viva você também este sonho...

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