Nos Embalos do Rei do Rock – “O Prisioneiro do Rock”

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    Entrevista exclusiva com Ginger Alden, a última namorada de Elvis
    / Introdução:

    http://www.devotudoaocinema.com.br/2014/10/nos-embalos-do-rei-do-rock-entrevista.html

    Ama-me com Ternura:

    http://www.devotudoaocinema.com.br/2014/12/nos-embalos-do-rei-do-rock-ama-me-com.html

    A Mulher Que eu Amo:

    http://www.devotudoaocinema.com.br/2015/01/nos-embalos-do-rei-do-rock-mulher-que.html

    O único filme protagonizado por Elvis a ser selecionado para
    preservação no Registro Nacional de Filmes (United States National Film
    Registry), por sua importância na cultura americana. O símbolo eterno de sua
    atitude rebelde, que causou impacto já em sua estreia, com relatos de brigas de
    gangues em suas sessões, uma juventude que começava a despertar, de forma compreensivelmente
    desajeitada, para a necessidade de evitar a simples cópia visual do molde
    paterno.

    466942 - Nos Embalos do Rei do Rock - "O Prisioneiro do Rock"

    O Prisioneiro do Rock (Jailhouse Rock – 1957)

    Enviado para a prisão após matar um homem acidentalmente,
    Vince Everett (Presley), resolve cantar atrás das grades. Um golpe de sorte o coloca,
    frente a frente, com uma bela caçadora de talentos (Tyler) de uma gravadora, e o
    rapaz tem a oportunidade da sair da cadeia e se tornar um astro do rock.

    Dentre os vários contratos de cinema que o rapaz assinou sem
    ler, esse, seu primeiro projeto para a MGM, foi um dos maiores acertos do
    Coronel Parker. Após uma obra leve, simpática e de cores vibrantes, nada melhor
    que inserir o roqueiro em uma situação mais barra pesada, com um roteiro
    esperto escrito por um profissional premiado, Nedrick Young, que seria responsável,
    alguns anos depois, pelo excelente “O Vento Será Tua Herança”. Dá pra imaginar
    a felicidade do garoto, fanático por cinema, ao saber que iria utilizar o mesmo
    camarim de Clark Gable e, pela primeira vez, ser dirigido por um veterano
    respeitado na indústria, Richard Thorpe, de “Ivanhoé – O Vingador do Rei”. Era
    óbvio que o garoto agora estava sendo tratado com extremo respeito pelos
    produtores, tendo provado ser mais que apenas um ídolo momentâneo da garotada. Sem
    a necessidade mercadológica de sustentar seu nome no pôster com outros artistas
    mais experientes, pela primeira vez, Elvis segurava sozinho a bronca, com total
    confiança dos executivos.

    Na pré-produção, o jovem se encontrou com Alex Romero, o
    coreógrafo que assistiu várias de suas apresentações, para inserir aqueles
    movimentos na grande cena, a apresentação da canção-título, composta por Jerry
    Leiber e Mike Stoller. A ideia inicial era seguir um estilo mais convencional
    de passos, mas, em pouco tempo, perceberam que seria um desperdício não
    aproveitar o estilo original do cantor. A sequência entrou para a história da
    cultura pop, considerada, por muitos, o primeiro videoclipe musical. Romero
    voltaria a trabalhar como coreógrafo com Elvis no filme “O Barco do Amor”
    (Clambake, de 1967). Judy Tyler, a bela morena que encanta o protagonista ao
    acreditar em seu potencial, e que chegou a namorar o cantor nas filmagens, faleceria
    alguns dias após o término da produção, decapitada em um terrível acidente de
    automóvel com o marido bailarino Gregory LaFayette. Elvis ficou inconsolável,
    recusando-se a sequer assistir o filme novamente pelo resto da vida.

    A trilha sonora é empolgante, além da excelente
    canção-título, com temas como “(You’re so Square) Baby I Don’t Care”, “Don’t
    Leave Me Now” e “Treat Me Nice”, que, não somente funcionam na trama, como
    poderiam constar em qualquer lista de melhores canções gravadas pelo artista. Abner
    Silver e Aaron Schroeder contribuíram com a linda balada “Young and Beautiful”,
    que emoldura o emocionante desfecho. Sem a necessidade de ser simpático,
    defendendo o seu primeiro personagem verdadeiramente cínico, um bad boy, simbolizado
    na clássica cena em que, após roubar o beijo de uma gatinha, ele afirma: “Não
    são táticas, querida, é apenas a fera em mim”, Elvis teve a chance rara de
    exercitar sua atuação, que seria lapidada ainda mais no próximo trabalho.

    A Seguir: “Balada Sangrenta” (King Creole)

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    Octavio Caruso
    Viva você também este sonho...

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