Kung-Fu Fighting – “Operação Condor – Um Kickboxer Muito Louco”

    0

    Link para os textos do especial:

    http://www.devotudoaocinema.com.br/p/kung-fu-fighting.html

    Operação Condor – Um Kickboxer Muito Louco (Fei ying gai wak
    – 1991)

    Agente do governo é enviado a Europa e ao norte da África,
    para recuperar tesouro escondido pelos nazistas durante a Segunda Guerra
    Mundial, ele e suas três auxiliares terão que enfrentar bandidos mercenários e
    cumprir a missão.

    Com o justo reconhecimento que terá na próxima premiação da
    Academia, Jackie Chan provavelmente será celebrado pelos críticos que
    usualmente torcem o nariz pra filmes de artes marciais. Eu sou um fervoroso apreciador
    do gênero, comecei esse especial em 2013 exatamente com um dos projetos mais
    conhecidos do ator, “Rumble in the Bronx”, e pretendo abordar diversos
    trabalhos dele das décadas de setenta e oitenta. Quando penso em “Um Kickboxer
    Muito Louco”, dirigido pelo próprio Jackie, a nostalgia me conduz às sessões
    televisivas frequentes no SBT, o dominical “Sessão das Dez” e o vespertino “Cinema
    em Casa”, com a dublagem impecável do Carlos Takeshi, eterno “Jaspion”, símbolo
    da minha infância.

    A sequência inicial já dá o tom de perfeito equilíbrio entre
    ação e humor, o aventureiro caçador de tesouros se surpreende com a
    generosidade dos membros da tribo selvagem, que parecem incentivar o roubo de
    suas pedras preciosas, até que o pobre rapaz decide matar a sede com a água
    sagrada do povo. Qual o castigo? A morte? Não, o casamento com a índia mais
    feia do local. O resultado? O herói desce uma montanha íngreme dentro de uma
    bola inflável, um momento que me remete à clássica corrida de Buster Keaton em “Seven
    Chances”. Apenas cinco minutos são suficientes para que o protagonista conquiste
    a empatia do espectador. É uma espécie de refilmagem superior de “Armour of God”, de
    1986, que é mais lembrado como sendo o filme que quase matou o astro, em uma
    cena que o fez despencar do alto de uma árvore, direto para a ambulância, o que
    resultou em uma complicada cirurgia cerebral.

    Misturando Indiana Jones e James
    Bond, o roteiro cria oportunidades incríveis para sequências inacreditáveis,
    como aquela em que Jackie, numa motocicleta, foge de seis carros pelas estreitas
    ruas da Espanha, com direito a salvamento de bebê, peripécia que contou com a
    ajuda da equipe de dublês de Rémy Julienne, responsável por alguns dos melhores
    momentos na franquia do agente secreto britânico. O senso de ritmo que evidencia
    a segurança do diretor, aliado ao carisma do mesmo diante da câmera, garante ao
    filme um charme irresistível. A presença da bela Carol Cheng, vivendo a ajudante
    desastrada, ajuda bastante, entregando situações que parecem saídas das fitas
    dos Três Patetas. A cena mais lembrada é a do voo no túnel de vento, que
    permite ao ator uma exibição acrobática espetacular, explorando várias
    possibilidades cômicas.

    RECOMENDAMOS


    Octavio Caruso
    Viva você também este sonho...

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Please enter your comment!
    Please enter your name here