Seja a vela que ilumina a escuridão

    0

    Algumas semanas atrás, uma nova leitora me pediu ajuda e eu
    gentilmente recusei. Ela havia se posicionado publicamente sobre a óbvia baixa
    qualidade musical de um popular artista nacional e estava recebendo ataques de
    alguém que a chamava de homofóbica. Sem pensar duas vezes, eu pedi que ela
    dedicasse alguns minutos de atenção às postagens em meu perfil.

    Ela não entendeu muito bem de início esta atitude, por
    conseguinte, deve ter considerado que era preguiça deste jovem escriba, afinal,
    ela havia acabado de conhecer meu trabalho. Com carinho, expliquei que eu
    jamais desperdiçava precioso tempo com temas irrelevantes, já que haverá sempre
    espaço generoso na sociedade para o que é grotesco, falso, sensacionalista, mas
    cada indivíduo, de qualquer classe social, raça e credo, tem a escolha de se
    entregar na busca pelo autoaprimoramento intelectual constante, ou somar na
    incomensurável fila dos medíocres e preguiçosos. Ela tem a opção de entrar no
    tolo jogo imediatista de um ídolo de barro, ou utilizar o mesmo tempo em algo
    culturalmente mais enriquecedor. A leitora entendeu o meu ponto de vista e
    agradeceu o conselho.

    Hoje, poucos dias antes do final deste intenso ano, creio
    ser importante esta reflexão, não apenas nas redes sociais, mas também no
    cotidiano. A mudança de atitude é a fagulha que, em longo prazo, pode modificar
    uma nação. Acima de tudo, honre o “sapiens” que sucede o
    “homo”. Seja a vela que ilumina a escuridão.

    RECOMENDAMOS


    Octavio Caruso
    Viva você também este sonho...

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Please enter your comment!
    Please enter your name here