Jerry Lewis e Dean Martin – “Sofrendo da Bola” e “Morrendo de Medo”

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    Sofrendo da Bola (The Caddy – 1953)

    Usualmente lembrado por ser o filme em que Dean Martin, pela primeira vez abraçando sua herança italiana, defende sua canção mais famosa, “That’s Amore”, indicada ao Oscar, estatueta que perdeu para “Secret Love”, cantada por Doris Day em “Ardida Como Pimenta”, “Sofrendo da Bola” é dirigido pelo sempre competente Norman Taurog, que era especialista em trabalhar temas leves com elegância. O roteiro tem a audácia de conseguir fazer comédia com um dos esportes mais chatos e elitistas, o golfe, utilizando generosamente o pastelão de Lewis para debochar a todo momento da austeridade das partidas. Apesar do roteiro ser convencional, gosto muito do desfecho, logo após a repetição ressignificada da canção: “What Would I Do Without You?”, com a câmera acompanhando os protagonistas até a coxia do palco em que se apresentavam, quando contracenam magicamente com suas personas reais na indústria do entretenimento, uma simpática cena extremamente bem executada tecnicamente e que transborda a camaradagem genuína que havia entre eles naquela fase inicial de suas carreiras.

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    * O filme está sendo lançado em DVD pela distribuidora “Classicline”, com a opção da dublagem clássica em português.

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    Morrendo de Medo (Scared Stiff – 1953)

    O ato estabelecido nos palcos dos nightclubs já havia se tornado também sinônimo de sucesso no cinema, projetos estavam sendo desenvolvidos a toque de caixa, um dos roteiristas de “Morrendo de Medo”, Ed Simmons, tentou modificar um pouco a fórmula, inserindo mais protagonismo cômico para Dean Martin, mas o produtor Hal Wallis rejeitou a ideia, com medo de arriscar prejudicar a química matadora entre o galã cafona que se leva a sério e o idiota infantilizado. A trama básica era uma reciclagem do conceito já utilizado no cinema mudo pelo mestre Cecil B. DeMille em uma produção perdida de 1914, e consagrado por Bob Hope e Paulette Goddard em “Castelo Sinistro” (The Ghost Breakers, de 1940), dirigida pelo mesmo George Marshall, também responsável pela estreia da dupla, “A Amiga da Onça” (My Friend Irma, de 1949), reaproveitando até mesmo alguns cenários, além de reutilizar na cara dura algumas tomadas. Lewis e Martin inicialmente consideraram equivocado tentar repetir a mágica mistura de humor e terror, casas mal assombradas e canções românticas, mas, como profissionais sérios, tiveram que obedecer o contrato. O filme é especialmente interessante para os brasileiros, já que registra a última aparição de Carmen Miranda, elemento que garante o momento mais curioso, a hilária imitação de Lewis dublando “Mamãe Eu Quero”.

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    * O filme está sendo lançado em DVD pela distribuidora “Classicline”, com a opção da dublagem clássica em português.

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    Octavio Caruso
    Viva você também este sonho...

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