A melhor aventura cinematográfica do detetive chinês Charlie Chan

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Charlie Chan na Ópera (Charlie Chan at the Opera – 1936)

O meu primeiro contato com o personagem criado por Earl Derr Biggers foi, na infância, através do desenho animado “As Aventuras de Charlie Chan”, da Hanna-Barbera, que passava nas manhãs televisivas, com a dublagem maravilhosa de Telmo de Avelar e André Filho. Anos depois, nas longas tardes passadas na locadora de vídeo, acabei sendo atraído para o estojo do VHS de “Charlie Chan na Ópera”. O que despertou meu interesse foi mais a menção da ópera, tema que dominava meu gosto musical (meu disco favorito na época era “Os Três Tenores In Concert”). A distribuidora era a Continental, logo, várias fitas apresentavam problemas, mas o preço da locação valia o risco.

O protagonista era muito cativante, mérito da simpática interpretação do sueco Warner Oland, um detetive avesso à violência e que citava Confúcio, um estilo totalmente diferente de outros detetives da literatura e do cinema. O mistério no filme, dirigido por H. Bruce Humberstone, com clara referência à “O Fantasma da Ópera”, tem uma camada de ternura fascinante, envolvendo o personagem vivido pelo lendário Boris Karloff, um fugitivo de um sanatório que invade a casa de ópera, mostrando impressionante talento musical. Crimes ocorrem nos bastidores, Charlie Chan é então convocado para a missão, acompanhado de seu esforçado filho, vivido por Keye Luke, que tenta de todas as formas auxiliar o pai na investigação.

Outro mérito considerável da obra é a atmosfera perfeita de suspense que é estabelecida logo no início, com a câmera conduzindo o espectador através da chuva ao encontro de Gravelle (Karloff) em seu piano, o roteiro verdadeiramente dificulta para o público decifrar o enigma, algo que seria raro nas produções posteriores protagonizadas por Sidney Toler, com exceção de “Charlie Chan na Ilha do Tesouro”. Se você tem interesse em conhecer esta franquia, eu recomendo que comece pelo divertidíssimo “Charlie Chan na Ópera”.

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Octavio Caruso
Viva você também este sonho...

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