12 filmes maravilhosos para viver plenamente o encanto do NATAL

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Esta época do ano costuma emocionar até mesmo os agnósticos, o clima muda, as pessoas se tornam mais gentis, carinhosas. A televisão outrora ajudava, programando filmes temáticos durante toda a semana, algo que se perdeu, mas você pode resgatar esta magia em sua família. Selecionei 12 pérolas, algumas pouco conhecidas, para facilitar seu trabalho. Feliz Natal!

A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life – 1946)

James Stewart e Donna Reed encantam como um casal que é separado por uma escolha. Ao descobrir-se em um mundo onde sua amada não está ao seu lado, George, como muitos que passam por traumáticas experiências de quase morte, retorna ao lar, ao seu próprio universo, que chegou a renegar, intensamente modificado. Atenção redobrada ele concede ao que antes considerava irritantes defeitos, como o problema com sua escada. A falta de um diploma emoldurado em sua parede, algo que o fazia se sentir um derrotado, acabou com o tempo fazendo-o crer que apenas sua morte, e o seguro de vida que viria, poderia dar à sua família uma vida melhor. George conduzia sua existência pelos moldes de seus amigos, acreditando que a felicidade deles era a mesma que a sua. O diretor Frank Capra, com seus doze arrebatadores minutos finais, demonstram para nós que o maior presente que temos é a oportunidade única de compartilhar essa lúdica experiência da vida com outrem. Descobrimos que cada ação, cada problema e cada sorriso são catalisadores de mudanças que vão muito além de nós mesmos. A sua vida, por mais medíocre que lhe possa parecer, faz enorme diferença. Você, mesmo lutando para pagar suas contas com extrema dificuldade, pode e deve ser muito mais feliz que qualquer milionário.

Simplesmente Amor (Love Actually – 2003)

O novo Primeiro-Ministro da Inglaterra (Hugh Grant) se apaixona por uma de suas funcionárias, Natalie (Martine McCutcheon). Numa tentativa de curar seu coração, um escritor (Colin Firth) parte para o sul da França e lá acaba se apaixonando. Karen (Emma Thompson) desconfia que Harry (Alan Rickman), seu marido, a está traindo. Juliet (Keira Knightley), que se casou recentemente, desconfia dos olhares e intenções de Mark (Andrew Lincoln), o melhor amigo de seu marido. Sam (Thomas Sangster) tem por objetivo chamar a atenção da garota mais difícil da escola. Sarah (Laura Linney) enfim tem a grande chance de sair com Karl (Rodrigo Santoro), por quem mantém uma paixão silenciosa. Billy Mack (Bill Nighy) busca retomar sua carreira como astro do rock. A vida de todos estes personagens se entrelaçam e são modificadas pela presença do amor em suas vidas.

Natal Branco (White Christmas – 1954)

Após a Segunda Guerra, dois ex-companheiros de exército (Bing Crosby e Danny Kaye) formam dupla de cantores-dançarinos. Em turnê pelos EUA, eles encontram o ex-comandante à frente de uma hospedaria, enfrentando problemas financeiros, e resolvem ajudá-lo. A trilha sonora assinada por Irving Berlin inclui os sucessos ”White Christmas” e ”Count Your Blessings Instead of Sheep”, esta indicada para o Oscar de melhor canção.

De Ilusão Também se Vive (Miracle on 34th Street – 1947)

Fábula natalina que conta a história de um senhor de olhos brilhantes, com uma enorme barriga e barba branca, contratado como Papai Noel pela loja de Departamento Macy’s. Quando o homem diz a todos ser de fato o bom velhinho, isso cria uma polêmica e ele é submetido a exames. Atestado como insano, um jovem advogado tenta provar que ele é mesmo o Papai Noel. Uma garotinha é a única que acredita.

Natal em Julho (Christmas in July – 1940)

Jimmy sonha em ganhar uma fortuna para se casar com Betty. Colegas do seu trabalho mandam um falso telegrama anunciando que ele recebeu um prêmio de US$25,000. A premiação faz com que ele seja promovido, que compre presentes para sua família e amigos e pede Betty em casamento. Ao descobrir a verdade, Jimmy se vê envolto em problemas. Clássico do grande diretor Preston Sturges.

Férias Frustradas de Natal (National Lampoon’s Christmas Vacation – 1989)

Ao ler o conto original escrito por John Hughes, “Christmas 59”, inspirado nas lembranças de infância do querido e saudoso poeta da juventude, você sente a ternura nostálgica por trás de todas as peripécias cômicas. A adaptação consegue inserir esse tom mágico, especialmente na sequência que mostra o desastrado protagonista, vivido por Chevy Chase, preso no sótão da casa após tentar esconder os presentes dos filhos. Ele então encontra um velho projetor de Super 8, com um registro em vídeo de um Natal de sua adolescência. Ao som da belíssima “That Spirit of Christmas”, na voz de Ray Charles, vemos o personagem vulnerável, humano, algo raro na franquia, genuinamente emocionado com o resgate. A resolução hilária da cena não consegue apagar a pureza do sentimento. As loucuras da família Griswold para alcançar seus objetivos nunca foram tão bem fundamentadas, Clark, insatisfeito profissionalmente, desejava desesperadamente reencenar a atmosfera da cerimônia de outrora como forma de tentar revisitar a paz de uma época livre de maiores preocupações. Não é simples saudade do ritual coletivo, ele adentrou o universo da maturidade cheio de sonhos e descobriu que a estabilidade profissional é uma prisão elegante.

Esqueceram de Mim (Home Alone – 1990)

Até hoje, quando penso em Natal, o bonito tema composto por John Williams invade minha mente e ajuda a adoçar a nostalgia. Por trás de todo o alegórico pastelão exagerado necessário na trama, o pequeno Kevin, vivido por Macaulay Culkin, representa a inocência infantil lutando para sobreviver às investidas do cinismo adulto, tolo e atrapalhado, como representado pelos bandidos, vividos por Joe Pesci e Daniel Stern, que tentam de todas as formas invadir sua casa. Ele é esquecido por seus familiares, encontrando improvável companhia na figura de um idoso vizinho solitário, vítima de falsos rumores sobre uma mancha criminosa em seu passado, que também foi esquecido por sua família. O garoto, com essa amizade, acaba ensinando que, ao contrário dos adultos em sua vida e na sociedade, ele consegue vencer o preconceito, o medo. Grande parte do público lembra apenas das armadilhas no terceiro ato, mas o coração do roteiro está nessa relação. Ao conseguir lidar sozinho com as responsabilidades de casa, a criança mostra que, em essência, já possui o básico para a vida, as qualidades mais importantes, que, invariavelmente irão ser corrompidas no ato de envelhecer, o despertar da ganância, a luta por mais diplomas, melhores empregos, maiores mansões, enquanto os valores reais são esquecidos. A divertida aventura exploratória da infância se torna uma gélida busca pela aceitação do outro.

O Amor Não Tira Férias (The Holiday – 2006)

Iris Simpkins (Kate Winslet) escreve uma coluna sobre casamento bastante conhecida no Daily Telegraph, de Londres. Ela está apaixonada por Jasper (Rufus Sewell), mas logo descobre que ele está prestes a se casar com outra. Bem longe dali, em Los Angeles, está Amanda Woods (Cameron Diaz), dona de uma próspera agência de publicidade especializada na produção de trailers de filmes. Após descobrir que seu namorado Ethan (Edward Burns) não tem sido fiel, Amanda encontra na internet um site especializado em intercâmbio de casas. Ela e Iris entram em contato e combinam a troca de suas casas, com Iris indo para a luxuosa casa de Amanda e esta indo para a cabana no interior da Inglaterra de Iris. Logo a mudança trará reflexos na vida amorosa de ambas, com Iris conhecendo Miles (Jack Black), um compositor de cinema que trabalha com Ethan, e Amanda se envolvendo com Graham (Jude Law), irmão de Iris.

A Loja da Esquina (The Shop Around The Corner – 1940)

Em Budapeste vive Alfred (James Stewart), o empregado de uma pequena loja de confecções, que se apaixona por Klara (Margaret Sullavan), uma garota com quem se corresponde sem nunca tê-la visto. Por coincidência Klara se emprega na loja em que Alfred trabalha e passa a hostilizá-lo, sem saber que ele é a pessoa com quem troca correspondências. Quando Alfred enfim descobre a verdade e está prestes a se revelar para Klara, ele termina sendo demitido de seu emprego, por seu patrão acreditar que seja ele o amante de sua esposa.

Antes Só do Que Mal Acompanhado (Planes, Trains & Automobiles – 1987)

Neal Page (Steve Martin) é um executivo que só quer pegar o avião para sua casa em Chicago, para passar o Dia de Ação de Graças com a família. Mas tudo o que ele consegue é um verdadeiro inferno. Um inferno chamado Del Griffith (John Candy), um barulhento, mas simpático, vendedor, que leva Neal a uma acidentada viagem que parece afastá-lo cada vez mais de sua ceia. Um dos filmes mais lindos do roteirista/diretor John Hughes. O desfecho, ao som de “Everytime You Go Away”, ainda me emociona sobremaneira, mesmo após todos estes anos.

Uma História Natalina (It Came Upon the Midnight Clear – 1984)

Mickey Rooney interpreta Mike Halligan, um policial aposentado de Manhattan que vive na California com sua família e decide mostrar para o seu neto, que nunca viu neve antes, o que é um Natal branco de verdade em Nova York. Mas ele morre de ataque cardíaco repentino. Ao morrer, o policial aposentado consegue convencer um anjo a cumprir a promessa que fizera ao seu neto para o Natal. Pérola injustamente pouco conhecida.

Feliz Natal (Joyeux Noël – 2005)

Quando estoura a guerra, na calmaria do verão de 1914, milhões de homens são pegos de surpresa e levados a agir. Chega o Natal, com sua neve e vários presentes da família e do exército. Mas a surpresa não viria de dentro dos generosos embrulhos que se encontram nas trincheiras francesas, escocesas e alemãs. Naquela noite, um evento momentâneo mudaria o destino de quatro personagens: um padre anglicano, um tenente francês, um excepcional tenor alemão, seu amor e sua companheira, uma soprano. Durante a noite de Natal, acontece o inesperado: soldados saem de suas trincheiras e deixam para trás seus rifles para apertar as mãos dos inimigos.

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Octavio Caruso
Viva você também este sonho...

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