Crítica de “Um Amor Inesperado”, de Juan Vera

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Um Amor Inesperado (El Amor Menos Pensado – 2018)

Marcos (Ricardo Darín) e Ana (Mercedes Morán) estão casados há 25 anos e seu relacionamento já não está mais funcionando. Quando seu filho deixa a Argentina para estudar fora, os dois decidem se divorciar. Porém, a vida de solteiro não é tão fácil quanto eles esperavam e Marcos acaba chamando Ana para sair com ele novamente.

A presença de Ricardo Darín na tela já será suficiente para lotar as salas em que o filme está sendo exibido, mas esta comédia romântica é um exemplar mediano na safra recente do cinema argentino que cruzou a fronteira, projeto de estreia do veterano produtor Juan Vera na direção, prejudicado por uma desnecessária longa duração que apenas evidencia o tratamento raso dado aos personagens, apesar do carisma inegável da dupla.

Não há novidade alguma na execução, o roteiro brinca com as tentativas desastradas dos dois superarem o processo de divórcio, focando na reinserção na sociedade após um longo tempo escravos dos rituais. O texto também injeta bons momentos de crítica ao desgaste natural do casamento, como na sequência emoldurada musicalmente pelo clássico de Wando e Rose Marie, “Fogo e Paixão”, mas nunca se aprofunda, sem coragem de cutucar as feridas expostas. Quando a mulher abraça a possibilidade de romance com alguém bem mais novo, o filme trata a situação como alívio cômico exótico, atitude machista boba e ultrapassada, especialmente considerando os talentos envolvidos.

Genérico, arrastado, pasteurizado, com boa dose de melancolia, infelizmente não entrega o que suas boas intenções prometem nas primeiras cenas.

Cotação: STAR 25 zpsd96272f8 - Crítica de "Um Amor Inesperado", de Juan Vera

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Octavio Caruso
Viva você também este sonho...

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