Crítica de “Cemitério Maldito”, de Kevin Kolsch e Dennis Widmyer

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Cemitério Maldito (Pet Sematary – 2019)

O Dr. Louis Creed (Jason Clarke), após se mudar de Boston para a zona rural do Maine com sua esposa Rachel (Amy Seimetz) e seus dois filhos, descobre um misterioso terreno indígena nos fundos da sua nova propriedade. Quando uma tragédia ocorre, Louis recorre ao seu vizinho, Jud Crandall (John Lithgow), e acaba iniciando uma cadeia de horrores que libera um mal insondável com terríveis consequências.

O livro original é simplesmente um dos três melhores do Stephen King, a adaptação lançada em 1989, dirigida pela Mary Lambert e com roteiro do próprio autor, marcante para todos que cresceram naquela década, apesar de seus problemas, estabelecia com muita competência o clima desolador, desesperançado, ela segue eficiente em revisão, mas esta nova versão é um tremendo desperdício, equivocada em praticamente tudo aquilo que se propõe a entregar, previsível, sem personalidade e preguiçosa.

O roteiro de Jeff Buhler, das bobagens “O Último Trem” e “Maligno”, aposta no caminho sensorial mais óbvio, tentando sem sucesso emular o estilo de James Wan. O elenco é afinado no diapasão indie blasé, ao invés do encantador tom canastrão do original (coerente com a trama), opção que não ajuda a facilitar a imersão emocional do espectador, Jason Clarke e a menina Jeté Laurence são eclipsados pelo gato Church, único elemento que realmente funciona. Sem revelar muito, o foco dado à irmã (Laurence) é uma mudança desnecessária e inconsistente. Há alívio cômico, mas na maior parte das vezes o humor é involuntário, causado por furos ou atitudes incongruentes dos personagens.

Ao tentar transformar o absurdo em gatilho para reflexões pretensiosas, o filme perde a atenção do fã do livro, do fã do original e do fã de terror, em suma, perde o sentido de existir.

Cotação: 1 5star - Crítica de "Cemitério Maldito", de Kevin Kolsch e Dennis Widmyer

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Octavio Caruso
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