“Meu Sangue Por Minha Honra”, ótimo faroeste com RORY CALHOUN

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Meu Sangue Por Minha Honra (The Saga of Hemp Brown – 1958)

O vagão de pagamento do tenente Hemp Brown (Rory Calhoun) é roubado pela gangue do ex-sargento Jed Givens (John Larch), forçando Brown a procurar os culpados depois que ele é considerado um covarde pela corte marcial.

O filme, dirigido por Richard Carlson, conta com a fotografia de Philip H. Lathrop, que foi operador de câmera no momento mais famoso de “A Marca da Maldade”, de Orson Welles, aquela abertura em plano-sequência aéreo com grua, considerada até hoje um prodígio técnico. O profissional depois assinaria a marcante identidade visual de pérolas como “Terremoto”, “Bonequinha de Luxo” (em parceria com Franz Planer) e “A Pantera Cor-de-Rosa”, mas você já pode perceber seu potencial no início da carreira, com este injustamente esquecido faroeste.

O protagonista é vivido por Rory Calhoun (Francis Timothy Cuthbert McGown, o “Rory” era uma brincadeira com “roar”, o rosnado do leão), um cowboy que normalmente é eclipsado na imprensa especializada por seus colegas da mesma época, mas que possui muitos fãs cativos. No Brasil, ele é mais conhecido por seu papel na série “O Texano”, que era transmitida no início dos anos 60 pela TV Tupi.

Além de carismático, ele tinha uma presença cênica imponente que transmitia perigo e doçura no olhar, combinação difícil. Outro trabalho muito bom em sua filmografia é “O Gaúcho” (Way of a Gaucho – 1952), faroeste atípico dirigido pelo grande Jacques Tourneur. “Meu Sangue Por Minha Honra” foi seu último projeto para o estúdio Universal, considero seu ponto alto no gênero.

A trama conquista rapidamente o espectador, o injustiçado buscando a verdade é um dos clichês mais eficientes, com o valoroso diferencial de que não há exatamente um desejo de vingança, Hemp Brown quer apenas sua honra redimida, logo, ele precisa manter viva a única pessoa que pode reverter o caso, Jed Givens (John Larch), o seu pior inimigo.

A ideia do indivíduo ter seu nome manchado, ao invés da opção mais realista, a prisão, traz boas oportunidades dramáticas envolvendo a reação do povo e, claro, a angústia crescente do herói. Some à equação o competente Larch como antagonista e a belíssima Beverly Garland como interesse romântico, não tem como errar, a diversão é garantida.

Um tesouro que definitivamente merece ser garimpado por todo cinéfilo dedicado.

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Octavio Caruso
Viva você também este sonho...

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