Crítica de “O Preço da Verdade”, de Todd Haynes

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O Preço da Verdade (Dark Waters – 2019)

Robert Bilott (Mark Ruffalo), um advogado de defesa corporativa, inicia uma ação ambiental contra uma empresa química que expõe um longo histórico de poluição. Baseado em uma história real.

O roteiro de Matthew Michael Carnahan e Mario Correa é baseado no contundente artigo “The Lawyer Who Became DuPont’s Worst Nightmare“, escrito por Nathaniel Rich para o New York Times Magazine, mas simplesmente não justifica sua existência nas mãos do diretor Todd Haynes.

A ideia do homem comum (repare na postura corporal insegura que Ruffalo salienta) tomando coragem para enfrentar o sistema é sempre atraente, a causa é muito nobre, mas a estrutura narrativa da obra é datada, evidenciando o desconforto do diretor, principalmente quando comparada à desenvoltura estética apresentada em seus trabalhos anteriores, como “Carol”, “Não Estou Lá” e “Velvet Goldmine”. No excelente e tematicamente similar “Mal do Século”, de 1995, ele demonstrava pulso firme, simplesmente não dá para acreditar que é o mesmo cineasta corajoso que entregou o controverso média-metragem “Superstar – The Karen Carpenter Story” no início da carreira.

O segundo ato de “O Preço da Verdade” é bastante arrastado, prejudicando o senso de urgência, o desfecho é burocrático, a desnecessariamente longa duração pouco ajuda neste sentido, o roteiro aposta em clichês que já estavam desgastados nos telefilmes da década de 80. O resultado é, sendo generoso, apenas satisfatório, uma opção válida para um dia chuvoso.

Cotação: STAR 25 zpsd96272f8 - Crítica de "O Preço da Verdade", de Todd Haynes

Octavio Caruso
Viva você também este sonho...

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