Crítica de “The Old Guard”, de Gina Prince-Bythewood, na NETFLIX

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The Old Guard (2020)

Quatro guerreiros com o dom da imortalidade protegem a humanidade há séculos. Mas seus misteriosos poderes viram alvo de ataque quando outra imortal entra em cena.

O novo trabalho da diretora Gina Prince-Bythewood, dos bons “Além dos Limites” (2000) e “A Vida Secreta das Abelhas” (2008), traz Greg Rucka no roteiro, adaptando sua própria série em quadrinhos lançada pela Image Comics, mas é prejudicado pela óbvia cartilha woke politicamente correta, que já se tornou uma fórmula previsível, desgastada e irritante na indústria, exatamente porque subestima a inteligência do espectador ao deixar visíveis os fios nos dedos do titereiro.

Se o conceito da trama nos quadrinhos já não era muito original ou relevante, ele se torna ainda mais simplório, conduzido por personagens maniqueístas, sem o mínimo desenvolvimento narrativo necessário para que o público se importe com o que eles enfrentam.

Há competentes sequências de ação, coreografias empolgantes, mérito de Daniel Hernandez (da franquia “John Wick”), mas há mais preocupação com o estilo e a atitude, poses e diálogos rasos, do que com a substância. Charlize Theron e Chiwetel Ejiofor são terrivelmente subutilizados, algo realmente indesculpável. E, para complicar ainda mais a execução, a equivocada trilha sonora, com utilização exótica de canções pop, ao invés de potencializar o impacto das cenas, acaba surtindo efeito oposto, destruindo a imersão emocional.

Infelizmente o resultado é confuso, nada soa natural, orgânico, pode incomodar até mesmo os fãs do gênero. O prazo de validade de “The Old Guard” já venceu antes mesmo do início da sessão.

Cotação: 2 stars - Crítica de "The Old Guard", de Gina Prince-Bythewood, na NETFLIX

Octavio Caruso
Viva você também este sonho...

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