“A Cidade Perdida”, de Andy Garcia

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A Cidade Perdida (The Lost City – 2005)

Fico Fellove (Andy Garcia), um proprietário apolítico de um clube em Havana, é pego no meio de tudo quando a Revolução Comunista de Fidel Castro varre Cuba. Ele tenta manter o conflito fora dos muros de seu popular estabelecimento, mas sua família se divide quando seus irmãos se juntam à luta contra Batista.

Andy Garcia, nascido em Cuba, dirigiu esta obra com perceptível paixão, mais que uma boa história, fica nítido que ele encarou este trabalho de estreia na função como uma missão: condenar o comunismo que destruiu seu país. Claro que o sistema boicotou esta produção de todas as formas possíveis, não passou nas salas de cinema, não saiu em DVD, você só encontra garimpando na internet, já que não está em nenhuma plataforma de streaming.

Não é uma questão ideológica, basta estudar, exercitar o raciocínio lógico, e, claro, ter bom caráter. Eu desafio qualquer um a ler, por exemplo, “Arquipélago Gulag” (de A. Soljenítsin), e não terminar com a certeza de que o mundo só terá paz quando o comunismo for criminalizado. Se duvida, pergunte a qualquer venezuelano ou, melhor ainda, analise o que estamos vivendo hoje no mundo, um esquema farsesco desumano, um crime contra a humanidade bolado por uma ditadura comunista. A realidade cristalina é que a utopia marxista só serve aos ditadores, que se refestelam na riqueza, enquanto eles mantêm o povo na miséria controlada, acumulando atrocidades, violações dos direitos humanos.

O filme evidencia muito bem esta transição, mostrando a realidade de uma Cuba ainda livre, uma nação elegante, culturalmente refinada, que, décadas depois, abraçaria o estado bestial, a alegria contagiante que seria substituída por uma massa apavorada que recebe ração e se acostuma a trabalhos medíocres, sem qualquer expectativa de prosperidade. O roteiro, de Guillermo Cabrera Infante, corajosamente trata Che Guevara (vivido por Jsu Garcia) como o canalha terrorista que desprezava a humanidade, longe da falsa imagem mitificada que a esquerda vende, aquele “herói” nas estampas das camisetas da garotada doutrinada nas faculdades aparelhadas por militantes.

Hoje o tema volta às manchetes, principalmente nas fontes independentes, já que o povo de lá, faminto e desarmado, finalmente está nas ruas lutando pela liberdade. É dever de todo adulto lúcido aplaudir este levante, torcendo para que os filhos e netos dos cubanos que estão arriscando suas vidas tenham um futuro melhor, digno.

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Octavio Caruso
Viva você também este sonho...

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