No “Dica do DTC”, a nova seção do “Devo Tudo ao Cinema”, a intenção não é entregar uma longa análise crítica, algo que toma bastante tempo, mas sim, uma espécie de drops cultural, estimulando o seu garimpo (lembrando que só serão abordados filmes que você encontra com facilidade em DVD, streaming ou na internet). O formato permite que mais material seja produzido, já que os textos são curtos e despretensiosos.

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Sherlock Holmes em Nova York (Sherlock Holmes in New York – 1976)

Holmes (Roger Moore) e Watson (Patrick Macnee) partem para Nova York quando descobrem que o velho amor de Holmes, Irene Adler (Charlotte Rampling), está em perigo. Quando chegam lá, descobrem que Moriarty (John Huston) realizou o crime do século, além de ter sequestrado o filho de Adler para garantir que Holmes fique fora da investigação, mas Moriarty mais uma vez será obrigado a enfrentar o grande detetive.

Sherlock Holmes e James Bond, em suas fontes literárias e versões cinematográficas, foram meus heróis na adolescência, logo, quando descobri que Roger Moore havia interpretado o detetive de Baker Street, não pensei duas vezes, busquei a fita em todas as locadoras de vídeo, mas sem sucesso, não encontrei nem mesmo na internet, depois de um tempo acabei desistindo. Anos atrás, alguma boa alma disponibilizou este telefilme do diretor Boris Sagal no Youtube, imediatamente baixei e gravei em mídia física.

O elenco é espetacular, além do carisma transbordante do protagonista, temos uma das melhores atrizes de sua geração, Charlotte Rampling, Patrick Macnee emulando perfeitamente a pegada adoravelmente atrapalhada que Nigel Bruce deu ao Watson nos projetos da era Basil Rathbone, e, no papel do antagonista supremo, Moriarty, o mestre John Huston (aliás, numa bela e sutil homenagem, inseriram o Falcão Maltês em seu escritório), em suma, o refinamento já estava garantido antes mesmo do diretor gritar: “Ação!”

O roteiro de Alvin Sapinsley bebe principalmente da fonte de duas clássicas histórias de Arthur Conan Doyle: “Um Escândalo na Boêmia” e “A Liga dos Cabeças-Vermelhas”, com a direção de fotografia do competente Michael D. Margulies captando bem o clima etéreo que transporta imediatamente ao período mitificado nas páginas. Há considerável senso de humor nesta versão, algo que favorece tremendamente o estilo de atuação de Moore, que se mostra visivelmente encantado com a oportunidade, compondo uma versão verdadeiramente única do lendário personagem.

  • Você encontra o filme facilmente garimpando na internet.

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Viva você também este sonho...

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