Atrapalhando a Suate (1983)

Os amigos Dedé, Mussum e Zacarias integram a Suate, uma força especial de proteção ao cidadão, mas armam mais confusão do que solucionam os problemas.

Helicópteros, lanchas, embaixadinhas com granada, grandes números de dança em externa, a equipe do projeto não poupou despesas e deixou a criatividade voar alto nesta produção, em alguns momentos a comicidade remete às tiradas surrealistas de Richard Lester com os Beatles.

O desafio foi o combustível, já que este foi o trabalho de Dedé, Mussum e Zacarias, sem a presença de Renato Aragão, o primeiro fruto da produtora que eles criaram, a DeMuZa, junto com a J.B. Tanko Filmes. A separação do grupo movimentou as manchetes da época, foi um baque tremendo para a criançada.

A trama é, por vezes, confusa, sinal claro do interesse em tentar tudo, lançar mão de todas as boas ideias que surgissem, mas o carisma imbatível do trio e a beleza da Julie Andrews brasileira, Lucinha Lins, garantem a atenção até mesmo nos segmentos mais problemáticos. O sangue nos olhos é perceptível, todos estavam extraindo o máximo possível de cada situação, Dino Santana, vivendo o líder dos bandidos, opta por se debruçar nos clichês, compondo uma caricatura divertidíssima dos vilões megalomaníacos que o 007 do período, Roger Moore, enfrentava nas salas de cinema.

Aliás, vale citar uma curiosidade referente à franquia do espião britânico: no mesmo ano, ele também protagonizava uma disputa artística, Moore com “007 Contra Octopussy”, Connery com “007 – Nunca Mais Outra Vez”. Lá fora, o público recebeu bem os dois esforços, mas, no Brasil, “Atrapalhando a Suate” e “O Trapalhão na Arca de Noé” (com Renato Aragão) amargaram fracos desempenhos nas bilheterias.

  • Você encontra facilmente o filme garimpando na internet.

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