Não Serás Um Estranho (Not as a Stranger – 1955)

O grande diretor Stanley Kramer, em sua estreia no cinema, conta a história do ególatra e inteligente Luke Marsh (Robert Mitchum), um aspirante a médico que, apesar de idealista, se mostra demasiado intolerante quanto aos erros de outras pessoas, mesmo daqueles mais próximos, como seu melhor amigo Al (Frank Sinatra) e Kristina (Olivia de Havilland), até que ele se depara com suas próprias imperfeições.

Ótimo filme que homenageia os BONS médicos vocacionados, aqueles que jamais aceitariam participar, por ação ou omissão, de um esquema criminoso em que, aliados ao terrorismo psicológico midiático, produziriam laudos fraudados e promoveriam eutanásias forçadas com auxílio de anestésico, colocando tudo na conta de uma farsa sanitária financiada, ensaiada e planejada há décadas, avalizando como a “cura” da ameaça inexistente um recurso conscientemente pensado para destruir o sistema imunológico das vítimas, causando tromboses, infarto, entre outros problemas em curto e médio prazo. Sim, pode ser difícil acreditar hoje em dia, mas ainda existem bons médicos que lutam diariamente pela exposição da verdade, colocando suas vidas em risco enfrentando a máfia da indústria farmacêutica.

É necessário adotar a suspensão de descrença para enxergar Sinatra, Lee Marvin e Robert Mitchum, como jovens estudantes de medicina, claro, pela questão da idade do trio à época, mas o roteiro facilita neste sentido, apesar da desnecessária longa duração garantir alguns trechos mais arrastados, o resultado honesto e emocionante compensa as falhas. Vale destacar também a autenticidade nas sequências médicas, você realmente se sente parte da equipe, inclusive durante a cena real, que chocou o público outrora, mostrando um coração pulsando na mesa de cirurgia.

  • Você encontra o filme garimpando na internet.

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Viva você também este sonho...

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