O Grande Mestre Beberrão (Da Zui Xia – 1966)

Hoje a indústria norte-americana celebra fortes protagonistas femininas, heroínas que não dependem dos homens, mas “O Grande Mestre Beberrão”, dirigido por King Hu, já fazia isto em meados da década de 60, antes mesmo das personagens duronas de Pam Grier nos blaxploitations setentistas.

A temida Andorinha Dourada, vivida pela dançarina Cheng Pei-Pei, está em missão quase suicida para libertar seu irmão das mãos de um poderoso opositor do governador. Ela recebe a ajuda do misterioso Gato Beberrão, um lobo em pele de cordeiro que a protege nas sombras, um mestre poderoso que se posiciona publicamente como um mendigo que ganha uns trocados com a música que faz ao lado de crianças órfãs.

Utilizando a técnica de dança da heroína na coreografia das lutas, Hu consegue elaborar um estilo elegante, em que cada movimento é friamente calculado, um contraponto interessante ao estilo despretensioso do bêbado, que é tão competente, que consegue fingir que não há disciplina alguma.

O momento em que ele chupa o veneno de um ferimento no busto dela, cena ousada para a época, emoldurada pela idílica floresta onde ele mora, denota a história de amor que nunca é colocada em primeiro plano. O filme tem importância fundamental na história do gênero, influenciando tudo o que foi produzido desde então, e segue eficiente como em sua época.

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Viva você também este sonho...

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