No “Dica do DTC”, a nova seção do “Devo Tudo ao Cinema”, a intenção não é entregar uma longa análise crítica, algo que toma bastante tempo, mas sim, uma espécie de drops cultural, estimulando o seu garimpo (lembrando que só serão abordados filmes que você encontra com facilidade em DVD, streaming ou na internet). O formato permite que mais material seja produzido, já que os textos são curtos e despretensiosos.

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Meu Primeiro Amor – Parte 2 (My Girl 2 – 1994)

Vada Sultenfuss (Anna Chlumsky) é uma menina de 13 anos de idade que está à procura de identidade e independência. Para um projeto de classe, ela deve escrever sobre alguém que ela não conhece, mas que admira, e então escolhe sua falecida mãe biológica. A fim de aprender mais, Vada viaja para Los Angeles nas férias da escola para pesquisar sobre o passado de sua mãe.

A minha memória afetiva não era positiva, havia assistido apenas em VHS, na época do lançamento, lembro que não me impressionou, apesar de ter gostado bastante do primeiro filme, mas, em revisão para este texto, considerei o roteiro de Janet Kovalcik até superior ao original em alguns aspectos. Talvez a indústria tenha se perdido tanto nos últimos anos, que o reencontro com um projeto delicado que se interessava apenas em contar uma boa história seja algo refrescante, o resultado é pleno em coração, terno, auxiliado pelo carisma da jovem protagonista, Anna Chlumsky.

O saudoso diretor Howard Zieff era reconhecido pela competência em campanhas de propaganda, mas entregou pérolas encantadoras no cinema, como “A Recruta Benjamin” (1980), “Um Viúvo Trapalhão” (1978) e “Meu Lutador Favorito” (1979), até que seu projeto mais querido pelo público, “Meu Primeiro Amor” (1991), fez uma geração inteira chorar o trágico destino do personagem vivido por Macaulay Culkin. O sucesso obviamente despertou o interesse dos executivos em uma sequência.

Ao invés de confortavelmente entregar mais do mesmo, o roteiro evita o melodrama exagerado do anterior, optando por um elegante conto de maturidade e autoconhecimento, expandindo o arco narrativo da menina, agora adolescente, afastando-a da proteção familiar, em sua jornada para conhecer o passado de sua falecida mãe (Angeline Ball), acompanhada pelo filho da namorada (Christine Ebersole) do tio (Richard Masur), um garoto metido a esperto, vivido por Austin O’Brien.

A abordagem mais leve, doce, agrega uma aura nostálgica muito mais imersiva, que ganha pontos em revisões.

  • Você encontra facilmente o filme garimpando na internet.

Trilha sonora composta por Cliff Eidelman:

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Viva você também este sonho...

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