No “Dica do DTC”, a nova seção do “Devo Tudo ao Cinema”, a intenção não é entregar uma longa análise crítica, algo que toma bastante tempo, mas sim, uma espécie de drops cultural, estimulando o seu garimpo (lembrando que só serão abordados filmes que você encontra com facilidade em DVD, streaming ou na internet). O formato permite que mais material seja produzido, já que os textos são curtos e despretensiosos.

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Django, o Bastardo (Django Il Bastardo – 1969)

Durante a Guerra Civil Americana, três oficiais do exército confederado, líderes de um regimento, se vendem aos rivais ianques, matam os sentinelas e permitem que a tropa inimiga massacre todo seu regimento. Porém Django (Anthony Steffen), um dos soldados, não morre. E anos depois, como que surgido do inferno, ele começa sua caçada de sangue aos homens que o deixaram à beira da morte. 

Um FILMAÇO que se destaca no ciclo do spaghetti western, dirigido por Sergio Garrone, protagonizado pelo ítalo-brasileiro Anthony Steffen (Antônio Luiz de Teffé), que serviu de fonte óbvia (ainda que não creditada) de inspiração para Clint Eastwood em seu “O Estranho Sem Nome” (1973).

A história da vida de Steffen, falecido em 2004, daria um ótimo filme, bisneto do Barão de Teffé e filho do piloto de corridas, depois, diplomata, Manuel de Teffé, Antônio nasceu na Embaixada do Brasil em Roma, chegou a fazer parte, na adolescência, da resistência armada contra a ocupação alemã no final da Segunda Guerra Mundial, até que finalmente entrou na indústria de cinema, atuando inicialmente como assistente de direção do Vittorio De Sica no fundamental “Ladrões de Bicicleta”, e, na década seguinte, na frente das câmeras, já utilizando seu pseudônimo, firmou seus pés na indústria italiana como o herói de poucas palavras nos faroestes.

De todos os filmes que foram produzidos na época surfando na onda de sucesso do “Django”, de Sergio Corbucci, este foi o melhor, favorecido pelo roteiro criativo, assinado pelo diretor e o próprio Steffen, e, claro, pela forte presença de cena de seu protagonista. Vale destacar também a contribuição de Luciano Rossi, vivendo uma variação dos tipos que o Klaus Kinski eternizou no gênero, um vilão inegavelmente insano.

  • Você encontra o filme em DVD e, claro, facilmente garimpando na internet.

Trilha sonora composta por Vasili Kojucharov e Elsio Mancuso:

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Viva você também este sonho...

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