Críticas

“A Filha de Satã”, de Sidney Hayers

A Filha de Satã (Burn, Witch, Burn – 1962)

Cético professor universitário descobre que sua esposa, com quem está casada há muitos anos, é uma bruxa.

Uma peça importante no horror britânico do início da década de sessenta, esta produção da AIP me remete ao “A Noite do Demônio”, de Torneur, com o protagonista, alguém com uma profissão que representa credibilidade, sendo obrigado a colocar em conflito o lógico e o paranormal.

A introdução narrada, um encanto proferido como forma de proteger o público da sessão, contribuição dos pensadores de marketing da produtora, exclusiva para o lançamento nos Estados Unidos, pode soar datada hoje em dia, mas é fascinante. O diretor Sidney Hayers dedicou grande parte da vida a projetos televisivos, mas sua contribuição ao cinema não pode ser menosprezada. “A Filha de Satã” é sua obra-prima, mas “O Circo dos Horrores”, feito em 1960, também merece destaque.

O roteiro é do grande Richard Matheson, adaptado do livro de Fritz Leiber: “Conjure Wife” (ótimo, por sinal, facilmente encontrado em inglês na internet), que viria a retrabalhar conceito semelhante em “As Bodas de Satã”, em 1968, para a Hammer.

  • Você encontra o filme em DVD e, claro, garimpando na internet.
Octavio Caruso

Viva você também este sonho...

Recent Posts

Textos sobre filmes de FEDERICO FELLINI

Na intenção de facilitar o garimpo cultural do público do “Devo Tudo ao Cinema”, decidi…

4 dias ago

Crítica de “Dinheiro Suspeito”, de Joe Carnahan

Dinheiro Suspeito (The Rip - 2026) Um grupo de policiais de Miami descobre um esconderijo…

4 dias ago

Textos sobre filmes com CARY GRANT

Na intenção de facilitar o garimpo cultural do público do “Devo Tudo ao Cinema”, decidi…

6 dias ago

ÓTIMOS filmes que ACABAM de entrar na NETFLIX

Eu facilitei o seu garimpo cultural, selecionando os melhores filmes dentre aqueles títulos que entraram…

1 semana ago

Textos sobre filmes de JOSEPH LOSEY

Na intenção de facilitar o garimpo cultural do público do “Devo Tudo ao Cinema”, decidi…

1 semana ago

Crítica de “Valor Sentimental”, de Joachim Trier

Valor Sentimental (Affeksjonsverdi - 2025) As irmãs Nora (Renate Reinsve) e Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas)…

1 semana ago