Crítica nostálgica da série “Mighty Morphin Power Rangers” (1993-1996)

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Mighty Morphin Power Rangers (1993 a 1996)

Um grupo de corajosos e fortes adolescentes é recrutado para fazer a segurança do mundo contra a malvada Rita Repulsa e todos os monstros que viessem após ela. Juntos, eles formam os Power Rangers, super-heróis com poderes e portadores de equipamentos de alta tecnologia.

A ideia é voltar no tempo, creio que todos aqueles que, como eu, viveram a infância no início da década de 90, preservam esta série em sua memória afetiva. O curioso é que, diferente do público norte-americano, não foi o primeiro contato do brasileiro com os tokusatsus japoneses.

Eu aproveitei ao máximo a era de ouro da saudosa TV Manchete, como estudava de manhã, meu pai gravava os episódios em VHS, eu pulava na frente da televisão imitando os movimentos de Jaspion, Changeman e Jiraiya, colecionava os quadrinhos, tentava fechar os álbuns de figurinhas, cantava as músicas de abertura sem entender uma palavra, em suma, quando a Rede Globo tardiamente valorizou o gênero, lançando “Power Rangers” no matinal TV Colosso, eu já sabia o que esperar.

Não deu outra, pouco tempo depois, lá estava eu jogando os videogames no Super Nintendo, colecionando os bonecos que viravam a cabeça, brincando de air guitar com a espetacular música-tema roqueira composta por Ron Wasserman, fui com minha mãe ao cinema na semana de estreia ver “Power Rangers – O Filme”, tudo o que tinha direito após terminar os deveres diários da escola, uma época mágica. Ah, obviamente também fui apaixonado pela ranger rosa, Kimberly, aquela princesinha da Amy Jo Johnson…

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Antes de qualquer coisa, vale ressaltar que estes seriados são para crianças, adultos que não tiveram contato com estas obras no tempo certo, provavelmente nem devem arriscar uma sessão. Caso você tenha filhos pequenos, acho importante mostrar à eles, as histórias ingênuas tocam generosamente em temas fundamentais como o poder da amizade, trabalho em equipe, a luta por justiça, honra, ética, valores que o entretenimento direcionado à faixa etária hoje em dia, infelizmente, despreza.

A produção é um híbrido idealizado pelo empresário Haim Saban e seu sócio Shuki Levy, reunindo filmagens originais com um elenco norte-americano e, quando seus rostos estão escondidos pelas máscaras, sequências da série “Kyoryu Sentai Zyuranger”, da Toei, que surfava na onda do sucesso de “Jurassic Park”. O conceito é bem doido, os roteiros dos episódios partiam do zero, aproveitando as cenas de luta, a vilã principal e seus aliados, os robôs gigantes e os monstros dos japoneses. A mudança de qualidade na imagem era absurdamente perceptível, a longilínea ranger amarela era um homem rechonchudo na versão original, mas nada disto importava, uma fórmula mercadologicamente arriscada e que, por milagre, deu muito certo.

O mérito principal é do carisma da equipe, Austin St. John (vermelho), Amy Jo Johnson (rosa), Walter Jones (preto), Thuy Trang (amarela), David Yost (azul) e Jason David Frank (verde), ficava fácil para a garotada se identificar com os tipos defendidos, tinha o tímido nerd, o malandro dançarino, a doce amiga para todas as horas, o rebelde, a racional e o corajoso líder. O alívio cômico mais óbvio ficava nas mãos da desajeitada dupla Bulk (Paul Schrier) e Skull (Jason Narvy), espécie de variação de “O Gordo e o Magro”, puro pastelão, que também caiu rápido no gosto do público.

Eu lembro da emoção de ver repetidas vezes o líder do grupo, Jason, o ranger vermelho, após um salvamento de última hora, checar se seus companheiros estão bem, detalhe precioso, antes de encarar o inimigo e bradar o clássico: “É hora de morfar!” O ator, Austin St. John, até hoje compartilha em convenções de fãs o efeito da experiência em sua vida, ele, anos após o fim das filmagens, tocado pelo impacto positivo, inspirador, de seu personagem, e, preocupado também com sua imagem diante dos fãs mirins no mundo todo, acabou se tornando bombeiro e paramédico, servindo por vários anos no Oriente Médio.

Cotação: 3 stars - Crítica nostálgica da série "Mighty Morphin Power Rangers" (1993-1996)

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  • Eu selecionei os melhores episódios para facilitar seu garimpo na NETFLIX:

Day of the Dumpster

Após a libertação acidental de Rita Repulsa, uma feiticeira espacial do mal, há muito aprisionada, um sábio benevolente conhecido como Zordon convoca um grupo de cinco adolescentes para ajudar a proteger o planeta.

High Five

Rita planeja prender os Rangers em uma armadilha do tempo como a que prendeu Zordon e, para isso, envia um novo monstro ao parque de diversões.

Teamwork

Trini e Kimberly fazem uma petição para limpar a poluição e há muitas pessoas dispostas a assinar, mas ninguém quer ajudar de forma mais ativa, nem mesmo os outros Power Rangers.

A Pressing Engagement

Jason está tentando quebrar o recorde de supino estabelecido por Bulk, mas ele se distrai e não consegue, evento que abala sua crença em si mesmo.

Different Drum

A amiga surda de Kimberly se sente deslocada na aula de dança porque tem dificuldade em seguir os movimentos, pois não consegue ouvir as instruções ou a música a seguir.

Food Fight

Há um festival de comida no bar de sucos e os Power Rangers estão fazendo sua parte para ajudar a arrecadar dinheiro. Tudo vai bem até que Bulk e Skull iniciem uma briga que desperdiça a maior parte da comida.

Happy Birthday, Zack

Zack teme que seus amigos tenham esquecido que hoje é seu aniversário, enquanto Rita lhe envia um presente indesejável.

Switching Places

Billy mostra a Kimberly uma nova máquina que ele fabricou que deveria transportar pessoas de um ponto para outro. Curioso para ver como funciona, ambos entram e acabam trocando de corpo!

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Green With Evil (história em 5 partes)

Tommy, um garoto novo na cidade com habilidades de artes marciais que rivalizam com as de Jason, chama a atenção de Kimberly. Não apenas ela, mas Rita Repulsa também vê potencial nele.

The Green Candle (história em 2 partes)

Rita está cansada de muitas batalhas dos Power Rangers com o ajudante Ranger Verde, ela então planeja punir Tommy por se voltar contra ela.

Doomsday (história em 2 partes)

Rita revela seu próprio zord do mal enquanto leva seu palácio inteiro da Lua para Alameda dos Anjos.

Return of an Old Friend (história em 2 partes)

Rita exige que os Power Rangers entreguem suas Moedas do Poder se eles quiserem ver seus pais novamente.

The Mutiny (história em 3 partes)

Lord Zedd é apresentado como o novo arquirrival dos Power Rangers. Irritado com o fracasso de Rita, ele a aprisiona na lixeira novamente e começa a derrotar os Power Rangers imobilizando os zords.

The Song of Guitardo

Kimberly é a única que pode salvar os Rangers de um feitiço musical.

Green no More (história em 2 partes)

Tommy vê uma visão de si mesmo do futuro que traz um aviso sombrio. Enquanto isso, Lord Zedd planeja se livrar do Ranger Verde para sempre, usando um monstro para drenar seus poderes e colocá-los em um cristal.

Missing Green

Jason se sente responsável por Tommy perder seus poderes e não consegue se concentrar na próxima competição. O resto do grupo decide procurar Tommy e trazê-lo para fazer Jason se sentir melhor.

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Abertura da série com o tema composto por Ron Wasserman:

Música-tema composta por Ron Wasserman na excelente versão do filme, lançado em 1995:

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Octavio Caruso
Viva você também este sonho...

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