Crítica nostálgica da hilária série “Galera do Barulho” (1989-1992)

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Galera do Barulho (Saved by The Bell – 1989 a 1992)

O malandro Zack (Mark-Paul Gosselaar), o nerd Screech (Dustin Diamond), o atlético A.C. Slater (Mario Lopez), a líder de torcida Kelly (Tiffani Thiessen), a estudiosa Jessie (Elizabeth Berkley) e a patricinha Lisa (Lark Voorhies) são grandes amigos e estudam na escola Bayside. É lá que eles aprontam todas, tirando do sério o diretor, Sr. Belding (Dennis Haskins).

O programa é injustamente pouco valorizado, uma pérola que sintetiza o charme noventista com a ingenuidade necessária para o horário de exibição original nos Estados Unidos, as manhãs de sábado, porém, tocando em temas importantes, como no clássico episódio “Jessie’s Song”, envolvendo o vício da jovem em pílulas de cafeína.

Eu tive contato com a série na infância, exibida no SBT, todos na sala de aula acompanhavam, a gente imitava aquele molde colegial típico do cinema adolescente norte-americano, apesar de ser tão diferente da nossa realidade. Infelizmente, no tocante à identificação, eu estava mais para Screech, o esquisito nerd, mas o Zack frequentemente quebrava a quarta parede, falando diretamente com o público, algo que me remetia diretamente ao Ferris Bueller de “Curtindo a Vida Adoidado”, e, inconscientemente, foi o responsável por uma das minhas táticas para driblar a timidez excessiva na época: sempre que possível, eu fingia que havia uma câmera em algum lugar e interagia com ela, ressignificando momentos ruins, transformando tudo em um filme roteirizado.

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A série, criada por Sam Bobrick e desenvolvida por Peter Engel, nasceu a partir de um embrião improvável, “Good Morning, Miss Bliss”, comédia bobinha da Disney Channel que durou apenas um ano, em que as crianças eram coadjuvantes para as presepadas dos adultos. A NBC pegou o conceito, parte do elenco, retrabalhou o tom para algo mais moderno, colorido e cool, redirecionando o foco para os estereótipos adolescentes universalmente identificáveis, inseriu uma empolgante música-tema que grudava como chiclete, e, mais importante, escalou duas gatinhas sensacionais, Tiffani-Amber Thiessen e Elizabeth Berkley. Deus do céu, todo garoto foi apaixonado por elas. Eu lembro bem do frenesi que Berkley causou, logo após o término da série, protagonizando o controverso “Showgirls”, de Paul Verhoeven, em que vivia uma stripper. Nem preciso dizer que dormi na fila para alugar o VHS na semana em que chegou na locadora de vídeo. O filme é péssimo, mas ela é um espetáculo.

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A temporada inicial é a mais fraca, mas o primeiro, “Dancing to the Max”, se destaca positivamente, exatamente por evidenciar a química absurda que havia no grupo, um clima de camaradagem real. Após rever recentemente, selecionei os melhores episódios em ordem de exibição, para facilitar seu garimpo na internet, já que a série não está disponível nas plataformas de streaming, nem foi lançada oficialmente em DVD por aqui.

Episódio 1 (primeira temporada) – Dancing to The Max

Um concurso de dança no The Max, apresentado por Casey Kasem, lendária personalidade do rádio, está programado para ser televisionado na NBC. Jessie está preocupada por ser a mais alta da sala.

Episódio 1 (segunda temporada) – The Prom

Quando Zack vai ao baile com Kelly, seu sonho parece realizado. No entanto, Kelly descobre que seu pai perdeu o emprego, causando uma dificuldade financeira que a torna incapaz de chegar ao baile.

Episódio 9 (segunda temporada) – Jessie’s Song

Jessie começa a tomar pílulas de cafeína para aliviar a pressão com os estudos, ignorando o aviso de Slater de que as pílulas podem prejudicar sua saúde.

Episódio 15 (segunda temporada) – The Fabulous Belding Boys

A turma se vê em apuros quando um professor detestável os proíbe de sair da aula, a menos que passem no teste. No dia do teste, o professor não aparece, então o irmão mais novo de Belding, Rod, assume o cargo e se oferece para transformar a aula em uma excursão especial.

Episódio 1 (terceira temporada) – The Last Dance

Kelly consegue um emprego trabalhando no The Max. No entanto, ela se apaixona por seu chefe, Jeff.

Episódio 9 (terceira temporada) – Fake IDs

Zack se apaixona por uma universitária chamada Danielle quando ela passa pelo The Max. Na tentativa de impressioná-la, Zack se oferece para trocar o pneu de seu carro, mente sobre a idade dele e depois falsifica sua carteira de identidade para que ele, Slater e Screech possam entrar furtivamente no The Attic.

Episódio 22 (terceira temporada) – Rockumentary

Casey Kasem conta a história de como a banda de Zack, “The Zack Attack”, se reuniu e sua ascensão à fama.

Episódio 23 (terceira temporada) – Cut Day

Jessie e sua nova amiga Graham protestam contra o uso de copos de espuma de poliestireno na escola. Enquanto isso, Zack se esquiva de Belding, depois de apostar contra Slater, de que ele será capaz de abandonar todas as suas aulas no tradicional Cut Day.

Episódio 26 (terceira temporada) – Mystery Weekend

O grupo visita uma mansão para um misterioso fim de semana depois de vencer uma competição. No entanto, alguém desaparece e eles precisam descobrir quem é o responsável.

Episódio 1 (quarta temporada) – The Fight

A amizade de Zack e Slater é posta à prova quando ambos se apaixonam pela mesma garota.

Episódio 20 (quarta temporada) – Snow White and the Seven Dorks

O grupo prepara uma versão rap de “Branca de Neve e os Sete Anões”. No entanto, quando Jessie e Zack descobrem que precisam se beijar na última cena, começam a se perguntar se são mais que amigos.

Episódio 26 (quarta temporada) – Graduation

Com o dia da formatura se aproximando, Zack descobre que precisa ganhar mais um crédito para se formar. Isso faz com que Zack tenha que estar na aula de dança e se apresentar no balé para obter seu último crédito. Um desfecho competente e encantador.

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Ao que tudo indica, um reboot está sendo preparado com parte do elenco original, mas é impossível resgatar a mágica daquele momento no tempo, a garotada hoje não consegue tirar os olhos dos celulares por alguns minutos para prestar atenção na TV. Basta ver alguns segundos destes episódios para eu me sentir novamente com 12 anos de idade, preocupado apenas em tirar as notas necessárias nas provas escolares.

Cotação: 3 stars - Crítica nostálgica da hilária série "Galera do Barulho" (1989-1992)

Abertura da série, com o tema composto por Scott Gayle:

Reunião divertida de parte do elenco em 2015, no programa “The Tonight Show”:

Octavio Caruso
Viva você também este sonho...

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